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Líbano acusa Israel de crime de guerra após a morte de jornalista
O presidente e o primeiro-ministro do Líbano acusaram Israel de crime de guerra nesta quinta-feira (23), após o bombardeio que matou uma jornalista libanesa no sul do país.
As equipes de resgate e o jornal para o qual ela trabalhava, o libanês Al Akhbar, confirmaram na quarta-feira (22) a morte de Amal Khalil, uma repórter de 42 anos.
A agência de defesa civil informou que Khalil morreu em um ataque contra uma residência no vilarejo de Al Tiri.
"Israel ataca deliberadamente jornalistas para ocultar a verdade sobre seus crimes contra o Líbano", afirmou o presidente libanês, Joseph Aoun, em um comunicado no qual denuncia "crimes de guerra".
O primeiro-ministro Nawaf Salam escreveu no X que "atacar jornalistas e obstruir o acesso das equipes de resgate constitui um crime de guerra". Ele acrescentou que seu governo levará o caso aos organismos internacionais.
Um porta-voz do Exército israelense declarou à AFP que "o incidente ainda está sob revisão".
Um cessar-fogo está em vigor no Líbano desde 17 de abril entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah. A guerra no país deixou mais de 2.400 mortos desde o início de março.
Amal Khalil e outro jornalista buscaram refúgio em uma casa em Al Tiri depois que um bombardeio israelense atingiu um veículo que estava à frente deles, segundo a agência nacional de notícias libanesa ANI
A agência informou que os dois ocupantes do veículo, o prefeito da cidade vizinha de Bint Jbeil, ocupada por Israel, e um acompanhante, morreram no ataque.
Posteriormente, um ataque israelense atingiu a casa onde os dois jornalistas estavam refugiados.
As autoridades libanesas precisaram entrar em contato com os soldados da força de paz da ONU mobilizados no sul do Líbano e várias horas se passaram até que as equipes de resgate conseguissem retornar à região para retirar o corpo da jornalista dos escombros.
U.Maertens--VB