-
Japão goleia (4-0) e elimina Tunísia da Copa do Mundo
-
Irã poderá antecipar sua viagem a Seattle para 3º jogo na Copa, anuncia técnico
-
Messi e os dois presentes de aniversário que o aguardam contra a Áustria
-
Alemanha vence Costa do Marfim de virada (2-1) e avança em 1º lugar à próxima fase da Copa
-
Equador se complica na Copa ao empatar (0-0) com Curaçao, que conquista ponto histórico
-
Bielsa critica pausas para hidratação na Copa: "Tira muito" do futebol
-
Cacique Raoni é operado e está sob cuidados intensivos
-
"Lamine pode ser o maior talento do mundo", diz técnico da Arábia Saudita
-
Irã e EUA iniciam negociações na Suíça neste domingo
-
Cabo Verde quer competir 'sem medo', diz técnico antes de enfrentar o Uruguai
-
Raphinha passa por 'tratamento intensivo' e vai desfalcar Brasil contra Escócia
-
Alemanha vence Costa do Marfim de virada (2-1) e se garante na próxima fase da Copa
-
Zagueiro Saliba, da seleção francesa, diz que está jogando Copa com dores nas costas
-
Militares e policiais liberam vias em meio a estado de exceção na Bolívia
-
Raphinha passará por 'tratamento intensivo' após sofrer lesão contra o Haiti na Copa
-
Vice-presidente dos EUA viaja à Suíça para negociações com Irã
-
Com problemas respiratórios, Doku vai desfalcar a Bélgica contra o Irã
-
Al Jazeera anuncia morte de jornalista em bombardeio na Faixa de Gaza
-
Autoridade do Exército de Israel diz que recebeu ordem de trégua no Líbano
-
Países Baixos goleiam Suécia (5-1) e entram na briga pela liderança do Grupo F da Copa
-
Professores encerram 20 dias de protestos na Cidade do México
-
Zverev perde para Fritz e cai na semifinal do ATP 500 de Halle
-
Aos 46 anos, Ronaldinho retorna ao futebol para jogar na 3ª divisão italiana
-
Real Madrid nega contato para contratar Olise
-
Bolívia decreta estado de exceção e começa a remover barricadas
-
Brasil mostra nova cara contra o Haiti, enquanto aguarda enfrentar gigantes na Copa
-
Em meio ao caos geopolítico, Irã desafia a Bélgica em campo
-
Funeral de David Hockney foi realizado na mais estrita intimidade, diz assessora
-
Após decepção na estreia, Laporte acredita em virada de chave da Espanha contra Arábia Saudita
-
Sabalenka perde para Pegula e cai na semifinal do WTA 500 de Berlim
-
Uruguai busca reação contra Cabo Verde para avançar na Copa do Mundo
-
Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel no Líbano
-
Espanha tem teste decisivo contra a Arábia Saudita no domingo
-
Juiz espanhol determina julgamento e apreensão do passaporte de esposa de Sánchez
-
Presidente Paz decreta estado de exceção na Bolívia após mais de seis semanas de protestos
-
Vini Jr. assume papel de líder na Seleção que sonha com o hexa
-
Copa do Mundo chega a 1.000 partidas e Alemanha pode voltar a um mata-mata
Incerteza sobre negociações entre EUA e Irã a dois dias do fim da trégua
A menos de dois dias do fim do cessar-fogo, a incerteza impera nesta segunda-feira (20) sobre a eventual retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos no Paquistão, das quais Teerã ainda não decidiu se participará ou não.
A situação ficou ainda mais complicada com o anúncio, no domingo, da apreensão pela Marinha americana de um cargueiro iraniano, o Touska, no Golfo de Omã.
O presidente Donald Trump anunciou o envio a Islamabad de uma delegação americana para tentar reativar as negociações de paz, mas Teerã expressou reservas.
O objetivo é alcançar um acordo para o fim duradouro da guerra, iniciada em 28 de fevereiro por ataques de Israel e dos Estados Unidos, e que se propagou por todo o Oriente Médio, com um balanço de milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e um forte impacto na economia mundial.
"Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito", declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, que questionou a "seriedade" de Washington no processo diplomático.
No domingo, a agência oficial Irna destacou a ausência de uma "perspectiva clara de negociações frutíferas".
A imprensa iraniana destacou que a suspensão do bloqueio naval americano é uma condição prévia para as conversações.
- Cargueiro apreendido -
O cargueiro Touska, de bandeira iraniana, "tentou escapar do nosso bloqueio marítimo e as coisas não correram bem para eles", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Teerã, por meio do porta-voz do Estado-Maior, prometeu "responder em breve" ao que chamou de "ato de pirataria armada" que viola o cessar-fogo em vigor.
Segundo a agência Tasnim, o Irã lançou drones na direção dos navios militares americanos que "atacaram" o Touska.
Mesmo sem a eventual confirmação das negociações, a segurança foi reforçada em Islamabad, capital paquistanesa, com o fechamento de rodovias e a presença de barricadas.
A delegação americana será liderada pelo vice-presidente JD Vance, que também coordenou a comitiva de Washington no primeiro ciclo de conversações, em 11 de abril.
A reunião, com um nível de representantes de alto escalão sem precedentes desde a fundação da República Islâmica em 1979, terminou sem avanços.
Ao anunciar a nova rodada no Paquistão, Trump afirmou na Truth Social que oferecia a Teerã um "acordo razoável" e que, em caso de rejeição, "os Estados Unidos destruiriam todas as usinas elétricas e todas as pontes do Irã".
Com o aumento da tensão, os preços do petróleo voltaram a disparar nesta segunda-feira, com altas de mais de 6% no barril do Brent e no WTI.
- Ormuz permanece bloqueado -
De modo paralelo à via diplomática, Washington e Teerã mantêm o confronto a respeito do Estreito de Ormuz, com uma troca de acusações sobre violações do cessar-fogo.
Antes do anúncio da apreensão do cargueiro, Trump havia acusado o Irã de atacar diversos navios comerciais que tentavam atravessar o estreito.
Um navio da CMA CGM foi alvo, no sábado, de "tiros de advertência", informou no domingo à AFP o grupo francês de transporte marítimo.
Diante do bloqueio americano a seus portos, Teerã anunciou no sábado a retomada do "controle rigoroso" do estreito, recuando em sua decisão de sexta-feira de reabrir a passagem.
No domingo, o tráfego pelo estreito foi reduzido a zero, segundo o site Marine Traffic.
Teerã acreditava que, ao abrir o estreito, "os Estados Unidos responderiam com a suspensão do bloqueio", disse Vali Nasr, professor de Relações Internacionais na universidade americana Johns Hopkins.
Mas a manutenção do bloqueio "apenas alimentou a suspeita do Irã" de que as conversações de Islamabad "não passam de uma artimanha diplomática antes de outro ataque militar", acrescentou na rede social X.
As partes mantêm posições antagônicas, em particular na questão nuclear, que constitui o centro do conflito. Segundo Trump, o Irã aceitou entregar seu urânio altamente enriquecido, o que Teerã nega.
O Irã afirma que não deseja fabricar uma bomba atômica, mas defende seu direito à energia nuclear civil.
No Líbano, o outro front da guerra, a situação continua muito instável apesar de um cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na sexta-feira entre Israel e o grupo Hezbollah. As partes trocam acusações sobre violações da trégua.
Nesta segunda-feira, o Exército israelense advertiu os civis libaneses que não retornem para dezenas de vilarejos do sul do Líbano, ao destacar que as atividades do Hezbollah na região constituem uma violação do cessar-fogo.
Desde o início da trégua na sexta-feira, milhares de deslocados começaram a retornar para diversas localidades do sul do Líbano. O Exército do país reabriu estradas e pontes que foram danificadas pelos bombardeios.
"Não sabemos o que vai acontecer, não sei se devo consertar minha loja ou se os bombardeios vão recomeçar", disse Ali Assi em sua loja de roupas em Nabatieh (sul).
burx-hme/anb/pb/dbh/fp-jc
L.Meier--VB