-
Quatro migrantes morrem tentando atravessar o Canal da Mancha
-
Trump faz duras críticas à Otan após reunião privada com secretário-geral da aliança
-
Houston, tivemos um problema... com o banheiro
-
Flamengo vence na visita ao Cusco (2-0) em sua estreia na Libertadores
-
Palmeiras estreia na Libertadores com empate (1-1) contra o Junior na Colômbia
-
Presidente da Venezuela promete aumentar salários em 1º de maio
-
Trégua entre EUA e Irã está por um fio enquanto guerra se intensifica no Líbano
-
Crise diplomática entre Equador e Colômbia por declarações de Petro sobre ex-vice-presidente Glas
-
Bombardeios de Israel deixam mais de 180 mortos e causam pânico no Líbano
-
Promotores solicitam registros de medicamentos receitados a Tiger Woods após acidente
-
Petróleo e gás desabam e bolsas fecham em alta por cessar-fogo no Irã
-
PSG vence Liverpool (2-0) em casa na ida das quartas da Champions
-
Atlético vence Barça (2-0) no Camp Nou e abre vantagem nas quartas da Champions
-
Braga e Betis empatam (1-1) na ida das quartas da Liga Europa
-
Al Jazeera condena morte de jornalista em bombardeio na Faixa de Gaza
-
Turquia prende quase 200 pessoas após ataque a consulado de Israel
-
'Pontinho de luz': tripulação da Artemis testemunha impactos de meteoritos na Lua
-
Pânico e mais de 100 mortes em intensos bombardeios israelenses no Líbano
-
Diniz inicia missão de reerguer Corinthians contra o Platense na Libertadores
-
Irã e Israel ameaçam retomar hostilidades
-
Suposto assassino em série em praias de Nova York se declara culpado
-
Cão leva Polícia a fazer apreensão recorde de 48 toneladas de maconha no Rio
-
'Trabalho inacabado': decepção e medo entre dissidentes iranianos
-
EUA e Irã mantêm trégua precária, mas bombardeios seguem no Líbano e no Golfo
-
Presidente da CAF visita Senegal após retirada do título da Copa Africana
-
Petróleo desaba e bolsas operam em forte alta por cessar-fogo no Irã
-
BBC reconhece erro por insulto racista na transmissão do BAFTA
-
Congresso argentino debate revisão de proteção a geleiras para impulsionar mineração
-
BM recomenda manter reformas na América Latina e prevê crescimento menor em 2026
-
'Rainha da Cetamina' será sentenciada pela morte de Matthew Perry
-
Estados Unidos e Irã mantêm uma trégua precária
-
Milhares de fotos de mulheres são divulgadas sem consentimento no Telegram, diz ONG
-
'Um ano de muita dor' após desabamento fatal de boate na República Dominicana
-
Israel mantém ataques ao Líbano apesar de trégua com Irã
-
Principais reações ao cessar-fogo entre EUA e Irã
-
Cruzeiro vence na visita ao Barcelona de Guayaquil (1-0); Flu empata fora com La Guaira
-
Acordo com Irã é 'vitória total e completa' dos EUA, diz Trump à AFP
-
Petróleo cai abaixo de US$ 100 e bolsas asiáticas sobem após trégua em guerra
-
Atleti encara Barça no Camp Nou com Griezmann lutando por títulos antes de sua despedida
-
Presidente da CIDH vê elementos de trabalho forçado em missões médicas de Cuba
-
"Faria tudo de novo", diz esquiadora Lindsey Vonn após acidente nos Jogos de Inverno
-
EUA e Irã acordam cessar-fogo de última hora após ultimato de Trump
-
Pescadores denunciam ataque de drones a barco no Equador
-
Revanche contra o PSG ou uma temporada sem títulos para o Liverpool
-
Arsenal vence Sporting (1-0) nos acréscimos em Lisboa na ida das quartas da Champions
-
Paquistão busca adiamento de ultimato de Trump para destruir Irã
-
Bayern vence na visita ao Real Madrid (2-1) pela ida das quartas da Champions
-
Paquistão pede que EUA prorrogue prazo dado ao Irã
-
Indígenas pedem maior proteção às suas terras durante marcha em Brasília
-
Conte mostra interesse em se tornar técnico da seleção italiana; Napoli não se opõe
Pânico e mais de 100 mortes em intensos bombardeios israelenses no Líbano
O Líbano acusou, nesta quarta-feira (8), Israel de ter deixado ao menos 112 mortos e mais de 800 feridos com seus bombardeios mais intensos desde o início da guerra contra o grupo pró-iraniano Hezbollah, que desencadearam pânico na capital.
Os ataques ocorreram apesar de um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano Donald Trump afirmou que essa trégua exclui o Líbano, confirmando assim declarações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O grupo armado Hezbollah, que arrastou o Líbano para a guerra do Oriente Médio ao atacar Israel em 2 de março e há horas não reivindica ataques, disse estar “no direito de responder” aos bombardeios, assim como a Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico da república islâmica.
– Alerta do Irã –
“Enviamos uma forte advertência aos Estados Unidos, que violam tratados, e ao seu aliado sionista, seu executor: se a agressão contra o querido Líbano não cessar imediatamente, cumpriremos o nosso dever e daremos uma resposta”, declarou a Guarda Revolucionária, citada pela televisão pública em um comunicado se referindo a Israel.
Vários jornalistas da AFP testemunharam cenas de pânico nas ruas de Beirute antes de o governo pedir à população que liberasse as estradas da cidade para as ambulâncias. O Ministério da Saúde libanês lamenta ao menos 112 mortos e 837 feridos nos ataques.
Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, o Exército realizou um ataque surpresa contra centenas de membros do Hezbollah em todo o Líbano. Foi, disse, o maior golpe contra o grupo desde uma operação em 2024 com pagers.
- “Crianças mortas” -
“Vi a explosão, foi muito forte, e havia crianças mortas, algumas com as mãos decepadas”, declarou à AFP Yaser Abdala, que trabalha em um comércio no centro de Beirute.
Em frente ao hospital da Universidade Americana de Beirute, uma jornalista da AFP observou um vai e vem de ambulâncias. Familiares dos feridos estavam reunidos diante da entrada de emergência. Alguns choravam.
“Minha sogra morreu, a esposa do meu cunhado também, assim como o filho deles”, diz um homem que não quis se identificar. Todos moravam no mesmo prédio. “Estamos aguardando para saber se os filhos do meu cunhado estão vivos”, acrescenta.
Um dos ataques atingiu Corniche al-Mazraa, uma das principais vias da capital. Um fotógrafo da AFP viu destruição generalizada, prédios em chamas e carros destruídos.
Israel voltou a pedir à população que evacue várias zonas do Líbano porque a batalha “continua”. Também pediu a desocupação de um prédio na cidade costeira de Tiro, depois de atacar outro nas proximidades. A Agência Nacional de Notícias (NNA) informou sobre vários ataques no sul.
Os bombardeios israelenses das últimas semanas mataram mais de 1.500 pessoas e deslocaram mais de um milhão, segundo as autoridades libanesas, especialmente no sul, no leste do país e nos subúrbios ao sul de Beirute, áreas de influência do Hezbollah.
O Exército libanês desaconselha o retorno dos deslocados, e o Hezbollah também, até que “seja emitida a declaração oficial e final de cessar-fogo no Líbano”.
Em uma tenda perto dos subúrbios do sul de Beirute, Ali Yusef, um entregador de 50 anos, disse esperar o “comunicado oficial” do Hezbollah. “O Irã não vai nos decepcionar” se Israel continuar atacando o Líbano, opina.
Em um comunicado, o presidente libanês, Joseph Aoun, saudou a trégua de duas semanas entre Teerã e Washington, mas quer que “a paz regional inclua o Líbano”.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador na guerra, assegura que o cessar-fogo se aplica “em toda parte, inclusive no Líbano”.
S.Leonhard--VB