-
Alemanha pede arquivamento de caso de genocidio apresentado pela Nicarágua na CIJ
-
Kremlin não descarta retomada das negociações entre Moscou, Kiev e Washington
-
IA avançada pode representar um 'risco existencial para a humanidade', alerta ONU
-
Sérvios homenageiam o criminoso de guerra Ratko Mladic em Belgrado
-
Nepal tem dia de luto 13 dias após avalanche devastadora
-
Ataques israelenses matam 11 pessoas no sul do Líbano
-
Vitória da extrema direita em eleições regionais pressiona chanceler alemão
-
Enviados dos EUA apresentaram propostas 'mais eficazes', diz funcionário ucraniano
-
Avião de carga sai da pista, atinge veículos e deixa cinco mortos em Miami
-
Com hat-trick de Sinayoko, Paris FC derruba Olympique de Marselha no Vélodrome
-
Raúl Castro aparece na TV cubana
-
Juventus arranca empate com Milan nos acréscimos
-
Alcaraz bate Tommy Paul vai às quartas do US Open
-
Irã ameaça intensificar resposta a ataques dos EUA
-
Avião de carga sai da pista, atinge veículos e pega fogo em Miami
-
Avião de carga sai da pista e atinge veículos em Miami
-
Extrema direita amplia vantagem em eleição regional na Alemanha
-
Zelensky prevê inverno com guerra após reunião com enviados dos EUA
-
Augsburg goleia Eintracht Frankfurt e assume liderança do Campeonato Alemão
-
Gael García Bernal leva a Veneza uma crítica à manipulação dos poderosos
-
Netanyahu ordenou evacuação de assentamentos considerados ilegais na Cisjordânia, diz ministro
-
Arsenal vence Chelsea em clássico londrino; United cede empate no fim
-
Extrema direita obtém vitória histórica em eleição regional na Alemanha
-
Ricky Martin no Festival de Veneza: "É uma página muito importante da minha história"
-
Sabalenka elimina Townsend e avança às quartas do US Open
-
Susan Sarandon diz que segue perdendo papéis por suas críticas a Israel
-
Barcelona goleia Valencia e se isola na liderança do Espanhol
-
Futebol volta aos territórios palestinos, apesar do luto
-
Infantino confirma candidatura à reeleição como presidente da Fifa, apesar da crise
-
Kimi Antonelli vence GP da Itália de F1 após grande corrida de recuperação
-
Mais de 140 mortos em combates entre rebeldes huthis e o exército do Iêmen
-
Países muçulmanos condenam planos de ministros israelenses para expulsar palestinos de Gaza
-
Enviados de Trump se reúnem Zelensky em Kiev após conversas com Putin
-
Indonésia fecha oito aeroportos devido a erupção vulcânica; 150 mil passageiros são afetados
Presidente da CIDH vê elementos de trabalho forçado em missões médicas de Cuba
O presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Edgar Stuardo Ralón, afirmou nesta terça-feira (7), em entrevista à AFP, que existem elementos para classificar práticas realizadas nas missões médicas internacionais de Cuba como trabalho forçado e tráfico de pessoas.
Em relatório divulgado hoje, a CIDH denuncia violações de direitos humanos nesses programas, como a retenção de salários dos participantes, ameaças de penas de até oito anos de prisão para quem abandoná-los e confisco de passaportes.
Essas práticas contêm "elementos conectivos para dizer que aqui existe trabalho forçado e tráfico de pessoas", disse Ralón. "É uma situação de impotência dramática que desconhece o conceito de trabalho e tratamento dignos, como se os participantes fossem tratados de forma totalmente abusiva, obrigados a seguir regras, convertidos em entes que não têm o mínimo inerente a toda pessoa."
Criadas na década de 1960 pelo governo de Fidel Castro, com um propósito de solidariedade e promoção no exterior, as missões médicas tomaram um rumo mais lucrativo a partir dos anos 1990, e hoje são a principal fonte de receita da ilha, destaca a CIDH em seu relatório.
Para Ralón, embora Cuba seja o principal responsável por essa situação, os países que recebem os profissionais de saúde também têm responsabilidade: "O Estado receptor não pode dizer: 'Como se trata de um convênio, eu me isento de verificar o respeito aos direitos humanos.'"
Também relator da CIDH para Cuba, Ralón apontou que os abusos documentados tendem a se agravar em países com garantias institucionais menores e restrições aos direitos fundamentais. Segundo ele, desde o começo da elaboração do relatório, três ou quatro países latino-americanos decidiram deixar de recorrer às missões cubanas, entre eles Guatemala e El Salvador.
Ralón ressaltou que as práticas denunciadas no relatório se inserem em um contexto de ausência de direitos em Cuba. "O aspecto central é que não existe na ilha democracia, respeito às liberdades básicas, e isso cria as condições de violações sistemáticas."
Diante de um governo cubano que não coopera com os mecanismos interamericanos, Ralón disse que o relatório busca ao menos manter viva a agenda sobre a ilha e dar voz aos que defendem os direitos humanos dentro e fora dela.
"Como internamente isso não é possível, que essas vozes influenciem os tomadores de decisão, para permitir o funcionamento dos mecanismos do direito internacional e uma transição democrática", destacou o relator.
A.Ammann--VB