-
França abre investigação contra ex-ministro envolvido em arquivos Epstein
-
Trump diz que haverá mais diálogo com Irã após 'conversas muito boas'
-
JD Vance é vaiado durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão
-
Itália exalta harmonia e sua cultura na abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
CEO da SAF do Botafogo deixa cargo após atrito com John Textor
-
EUA anuncia prisão de participante do ataque de 2012 a consulado em Benghazi
-
Dow Jones supera os 50.000 pontos pela primeira vez em sua história
-
Manifestação contra EUA em Milão antes dos Jogos Olímpicos e na presença de JD Vance
-
Festa olímpica começa com cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
Real Madrid confirma lesão na coxa direita de Rodrygo
-
ONU alerta que mais de 4 milhões de meninas podem sofrer mutilação genital neste ano
-
UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante'
-
Julgamento de jovem acusado de matar executivo nos EUA terá início em junho
-
PSG recebe prazo para pagar 5,9 milhões de euros a Mbappé
-
Drone russo atinge refúgio de animais na Ucrânia
-
EUA pede negociações trilaterais com Rússia e China sobre não proliferação nuclear
-
Polícia britânica realiza buscas em duas propriedades ligadas ao ex-embaixador Mandelson
-
James Rodríguez assina com Minnesota United, da MLS
-
Equipes de resgate buscam seis pessoas presas após explosão em mina na Colômbia
-
Irã anuncia que negociações com EUA continuarão
-
Narcotraficante relacionado ao assassinato do jogador Andrés Escobar é morto no México
-
Cidadão francês narra o 'calvário' que viveu nas prisões venezuelanas
-
Trump provoca fúria ao publicar vídeo dos Obama como macacos
-
Atentado suicida contra mesquita xiita no Paquistão deixa mais de 30 mortos e 169 feridos
-
Guardiola defende direito de se manifestar sobre questões de fora do futebol
-
Semifinal da Copa do Rei terá Atlético x Barça e clássico basco entre Athletic e Real Sociedad
-
Premiê espanhol pede prudência com previsão de temporal em áreas já encharcadas
-
Meloni e Vance celebram 'valores comuns'
-
Guitarras de Kurt Cobain, Beatles e outras lendas da música serão leiloadas nos EUA
-
Caso Master, o escândalo financeiro que abala os Três Poderes
-
Senegaleses detidos na Copa Africana de Nações declaram greve de fome
-
Projeto de surfe incentiva que meninas voltem à escola no Senegal
-
Elton John denuncia invasão 'abominável' do Daily Mail a sua vida privada
-
Irã afirma estar 'preparado' para se defender ao iniciar negociações com EUA em Omã
-
Campanha presidencial chega ao fim em Portugal marcada por tempestades
-
Na fronteira da Estônia, Narva vive entre dois mundos e teme se tornar alvo de Putin
-
França e Canadá abrem seus consulados na Groenlândia, em sinal de apoio
-
Queda em desgraça do ex-príncipe Andrew lança dúvidas sobre as finanças da monarquia
-
Japoneses vão às urnas com primeira-ministra apoiada por Trump e em busca da maioria
-
Trump publica vídeo com teoria da conspiração eleitoral que mostra os Obamas como macacos
-
Irã e EUA iniciam negociações sobre a questão nuclear
-
Toyota anuncia novo CEO e eleva previsões de lucros
-
Anthropic lança novo modelo e aumenta rivalidade com OpenAI
-
Trump lança site com seu nome para compra de remédios mais baratos nos EUA
-
Gângster australiano ganha liberdade após escândalo envolvendo advogada informante da polícia
-
França diz que luta contra o Estado Islâmico é 'prioridade absoluta'
-
Venezuela avança em anistia histórica após quase três décadas de chavismo
-
Presidente de Cuba oferece diálogo aos EUA; Washington afirma que conversas já começaram
-
Autoridades identificam sangue na cena de crime da mãe de famosa jornalista dos EUA
-
Teerã e Washington se preparam para negociar em Omã após repressão violenta no Irã
Habitantes de Gaza temem novos deslocamentos após bombardeios israelenses
Oficialmente, Israel e o movimento islamista Hamas mantêm um cessar-fogo em Gaza. Mas ao leste da "linha amarela", sob controle israelense, milhares de famílias palestinas continuam sofrendo com os bombardeios do exército e temem ter que fugir novamente.
Na região de Khan Yunis, no sul do enclave, ataques aéreos e disparos de artilharia foram observados recentemente na parte leste da cidade, no lado israelense da "linha amarela".
A linha divide a Faixa de Gaza em uma parte ainda ocupada por tropas israelenses — mais da metade do território — e outra, ao oeste, da qual o exército se retirou em virtude do acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro.
"À noite, não conseguimos dormir por causa do medo; os bombardeios não param", diz Um Ahmed, uma mulher de 40 anos.
"Meus filhos tremem a cada explosão e me perguntam para onde vamos. Não sei o que dizer a eles", lamenta a mãe de cinco filhos.
Nesta terça-feira, o Exército israelense acusou o movimento islamista Hamas de "cruzar a linha amarela para realizar atividades terroristas" e garantiu à AFP que está posicionado "conforme o acordo de cessar-fogo".
Na área sob controle israelense, dezenas de milhares de habitantes de Gaza vivem em barracas ou em prédios danificados por dois anos de uma guerra devastadora. Vários moradores entrevistados pela AFP temem ser forçados a abandonar seus bairros e se estabelecer ao oeste da linha de demarcação.
- "Não há mais espaço" -
Um Ahmed conta que sua família está morando em uma barraca perto de sua casa, que foi "completamente destruída".
"É mais fácil do que encarar o desconhecido", afirma.
Essa palestina não tem intenção de cruzar "a linha amarela" para ir à região de Al-Mawassi, a oeste de Khan Yunis, onde os acampamentos para deslocados se estendem até o horizonte.
"Não há mais espaço para ninguém, não há comida nem água suficientes", diz ela sobre esse território que enfrenta uma grave crise humanitária.
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, com a ofensiva surpresa do Hamas no sul de Israel, onde os milicianos mataram mais de 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais.
A campanha militar israelense lançada em resposta a esse ataque já causou mais de 70.000 mortes, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU. E obrigou a grande maioria dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza a se deslocar.
"A linha amarela é uma nova fronteira: uma linha de defesa avançada para as localidades [israelenses] e uma linha de ataque", disse o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, aos reservistas destacados em Gaza no início deste mês.
- "Não vamos embora" -
O prefeito de Khan Yunis, Alaa al-Batta, denuncia os bombardeios como "uma violação do acordo de cessar-fogo" e acredita que a estratégia é clara.
"Esses ataques visam expulsar as pessoas, instaurar o medo e forçá-las a se deslocarem para o oeste", afirma.
Mahmud Baraké, de 45 anos, relata disparos de artilharia "incessantes" e demolições contínuas de casas.
"As explosões estão muito perto", diz. Ele também acredita que "o objetivo da ocupação [israelense] é claro: que partamos e esvaziemos a área".
Aos 70 anos, Abdel Hamid al-Fara vivenciou muitos conflitos entre Israel e o Hamas.
Ele também permaneceu perto de sua casa danificada ao norte de Khan Yunis, com cinco de seus filhos e suas famílias. Al-Mawassi, diz ele, "não tem mais capacidade para receber" pessoas.
"Não vamos embora", porque "esta é a nossa terra", afirma. "Fugir não seria uma solução, mas sim outra tragédia".
F.Fehr--VB