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Reunião entre Trump e Putin em Budapeste é adiada indefinidamente
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se reunirá no curto prazo com seu par russo Vladimir Putin em Budapeste como havia anunciado na semana passada, diante da falta de progresso nas negociações de cessar-fogo na Ucrânia.
O secretário de Estado americano Marco Rubio falou por telefone na segunda-feira com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, depois que Trump anunciou que os dois altos diplomatas se reuniriam esta semana para organizar uma cúpula em Budapeste.
"Não há planos para que o presidente Trump se reúna com o presidente Putin no futuro imediato", declarou um funcionário do governo do republicano em condição de anonimato.
Não obstante, o telefonema entre Rubio e Lavrov foi "produtivo", declarou a mesma fonte.
O Kremlin também declarou que não havia uma data precisa para uma cúpula.
O dirigente russo conversou com seu colega americano por telefone na quinta-feira, um dia antes de Trump manter uma reunião com presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, na qual seria discutida a possibilidade de fornecer mísseis Tomahawk americanos que poderiam alcançar alvos mais profundamente no interior da Rússia.
Trump descreveu o telefonema com Putin como um avanço e publicou rapidamente nas redes sociais que se reuniria com o dirigente russo em Budapeste dentro de duas semanas.
Trata-se de uma nova mudança abrupta de Trump, que recebeu Putin no Alasca em agosto, a primeira visita do líder russo em solo ocidental desde que ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Trump admitiu sua frustração com Putin após se gabar durante muito tempo de que poderia acabar com a guerra em um dia após retornar à Casa Branca, devido à sua química pessoal com o líder russo.
- Frustração também com Zelensky -
Mas Trump também está frustrado com Zelensky, a quem não consegue dobrar quanto a concessões territoriais concretas.
Trump pressionou Zelensky para que cedesse a região do Donbass, que está praticamente sob controle total russo, durante as tensas conversas da última sexta-feira, conforme informou à AFP um alto funcionário ucraniano.
A fonte acrescentou que as conversas com Trump "não foram fáceis" e que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia pareciam estar "se prolongando" e "dando voltas em círculo".
Na semana passada, Trump pediu tanto a Moscou quanto a Kiev que interrompessem a guerra nas linhas de batalha atuais e não fez referências públicas para que Kiev cedesse território.
Mas quando perguntado se Trump instou Zelensky a se retirar das terras que a Ucrânia ainda controla, uma das principais demandas de Putin, o alto funcionário ucraniano disse à AFP: "Sim, está correto."
Zelensky saiu da reunião com as mãos vazias depois que Trump se negou a anunciar publicamente a entrega dos mísseis de longo alcance Tomahawk.
A Ucrânia considera que o Donbass, uma região majoritariamente industrial que abrange os oblasts de Luhansk e Donetsk, é uma parte inseparável de seu território e rechaçou diversas vezes a ideia de cedê-lo.
Os líderes europeus também rejeitam a ideia de que a Ucrânia ceda território, e apoiam a proposta de que os combates sejam congelados nas linhas da frente atuais.
Em uma declaração conjunta publicada nesta terça-feira, líderes como Emmanuel Macron da França, Giorgia Meloni de Itália e Keir Starmer do Reino Unido advertiram que a Rússia não estava "comprometida seriamente com a paz".
F.Wagner--VB