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Cuba nega ter participado da guerra na Ucrânia
Cuba refutou neste sábado (11) "categoricamente" ter enviado militares para participar, junto ao Exército russo, da guerra na Ucrânia, e esclareceu que o mercenarismo é punido pela Justiça da ilha.
A "República de Cuba rejeita as imputações mentirosas que o governo dos Estados Unidos está divulgando sobre uma suposta participação de Cuba no conflito militar na Ucrânia", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
A pasta ratificou "categoricamente" que "não faz parte do conflito armado na Ucrânia, nem tampouco participa com efetivos militares ali, nem em nenhum outro país".
Em setembro de 2023, após informações publicadas na imprensa, o governo cubano revelou uma suposta rede criminosa que recrutava pessoas na ilha para participar da guerra na Ucrânia.
No comunicado deste sábado, a chancelaria cubana informou que, desde então, 26 pessoas foram condenadas a penas de entre 5 e 14 anos de prisão pelo "crime de mercenarismo".
Nesta semana, um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse à AFP que tinha "conhecimento de relatos que indicam que cidadãos cubanos estão lutando ao lado das tropas russas na guerra entre Rússia e Ucrânia" e acusou Havana de não ter "protegido seus cidadãos de serem usados como peões na guerra entre Rússia e Ucrânia".
– Recrutar mercenários –
O projeto governamental ucraniano "I Want to Live" ("Quero Viver") afirmou recentemente que a Rússia vem recrutando mercenários em Cuba desde o início de 2023. "Sabemos com certeza os nomes e os dados pessoais de 1.028 cubanos que assinaram contratos com as Forças Armadas Russas em 2023-2024", informou.
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba disse, em sua mensagem, que as autoridades "não dispõem de informações precisas sobre nacionais cubanos" que participem do conflito "por conta própria" ou "nas forças militares de ambas as partes envolvidas no confronto bélico" entre Rússia e Ucrânia.
"É irrefutável que nenhum deles conta com o incentivo, o compromisso ou o consentimento do Estado cubano para suas ações", enfatizou a chancelaria.
Há dois anos, meios de comunicação de Miami revelaram o caso de dois jovens cubanos de 19 anos que afirmaram ter sido recrutados sob engano por pessoas que os contataram pelo Facebook para trabalhar como pedreiros em obras de construção na Ucrânia com o Exército russo.
Pouco depois, o governo cubano informou sobre a prisão de 17 pessoas por sua relação com uma rede de tráfico que operava a partir da Rússia para recrutar pessoas para participar da guerra na Ucrânia. Familiares de cubanos que viajaram para a Rússia naquele ano disseram então à AFP que seus entes queridos haviam sido recrutados sob engano por meio de anúncios nas redes sociais.
B.Wyler--VB