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Indústria automotiva, o novo alvo das tarifas de Trump
Depois do aço e do alumínio, agora é a vez da indústria automotiva engrossar a lista de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando ele deve anunciar nesta quarta-feira (26) a imposição de taxas alfandegárias sobre o setor.
"O presidente dará uma coletiva de imprensa no Salão Oval hoje às 16h [17h em Brasília] para anunciar as tarifas à indústria automotiva. Vou deixar que ele mesmo faça o anúncio mais tarde", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista coletiva.
Ainda não se sabe se o México, seu parceiro no Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (T-MEC) junto com o Canadá, receberá tratamento preferencial.
Caso contrário, será duramente afetado, já que exporta 80% de seus veículos aos Estados Unidos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia.
O republicano nunca escondeu o seu desejo de impor tarifas aduaneiras aos veículos importados pelos Estados Unidos e sugeriu que poderia anunciá-las antes das chamadas tarifas "recíprocas", previstas para 2 de abril.
"Vamos anunciar isso com bastante rapidez nos próximos dias, provavelmente, e depois, em 2 de abril, será a data das tarifas recíprocas", disse Trump na segunda.
No início de fevereiro, o anúncio de tarifas aduaneiras de 25% para produtos canadenses e mexicanos abalou o setor automotivo, porque a cadeia de produção das principais fabricantes americanas está, em grande medida, distribuída entre os três países norte-americanos.
O magnata acusa ambos os países de não fazerem o suficiente contra a migração irregular e o tráfico de fentanil para os Estados Unidos pelas fronteiras.
O adiamento da medida até 2 de abril supôs um alívio para a indústria. Mas foi curto. Em meados de março, Trump taxou o aço e o alumínio.
Os Estados Unidos importam aproximadamente metade do aço e do alumínio utilizados em indústrias tão diversas como a automotiva, a aeronáutica, a petroquímica e de produtos básicos de consumo como as conservas.
- 'Mais rápido' -
Embora não tenha imposto tarifas aos automóveis em seu primeiro mandato, Trump pediu ao representante comercial (USTR) que iniciasse uma investigação sobre o tema, concluída em 2019.
Ryan Majerus, ex-funcionário comercial americano, acredita que o presidente poderia se basear nesse estudo para aplicar tarifas aos automóveis importados.
"A vantagem da indústria automotiva é que podem avançar muito mais rápido se quiserem, em comparação com outros setores como madeira e cobre, sobe os quais as investigações mal começaram", explicou à AFP Majerus. A Casa Branca quer taxar a madeira e o cobre, mas pode ter que esperar até o fim do ano, ou até que o USTR conclua sua análise.
Salvo surpresas, a etapa seguinte, considerada a mais importante, deve acontecer em 2 de abril.
Espera-se que Donald Trump anuncie, no que ele descreve como o "dia da libertação", a introdução das chamadas tarifas aduaneiras "recíprocas", que vão afetar todos os produtos importados pelos Estados Unidos.
Essas tarifas consistem em igualar, dólar por dólar, as taxas impostas aos produtos americanos no exterior.
dk-aue-erl-els/erl/val/mr/rpr/ic
T.Egger--VB