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Vitória da Ucrânia sobre a Rússia depende de apoio ocidental, diz Zelensky
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou, neste domingo (25), que a vitória de seu país sobre a Rússia "depende" do apoio do Ocidente. Zelensky, que pede mais armas e munições, declarou ter "certeza" de que os Estados Unidos vão desbloquear em breve um crucial pacote de ajuda militar ao seu país.
Durante uma coletiva de imprensa em Kiev, o presidente informou que 31.000 soldados ucranianos morreram desde o início da invasão russa, há dois anos, e assegurou que a Rússia sabia de antemão dos planos da fracassada contraofensiva ucraniana de 2023.
Nos últimos meses e apesar da insistência de Kiev, os aliados ocidentais se mostraram resistentes a aprovar novos pacotes de ajuda à Ucrânia. O apoio ocidental é essencial para esta ex-república soviética, em guerra com a Rússia desde 24 de fevereiro de 2022.
"Que a Ucrânia perca, se será muito difícil para nós e se teremos um grande número de baixas depende de vocês, dos nossos aliados, do mundo ocidental", afirmou Zelensky.
Nos Estados Unidos, os legisladores republicanos, adversários do atual presidente, Joe Biden, bloqueiam há semanas um pacote de ajuda militar de 60 bilhões de dólares (R$ 299 bilhões) para a Ucrânia.
"Estou certo de que [a votação no Congresso americano] será positiva, caso contrário não entendo o mundo em que estamos vivendo", disse Zelensky, que pede um envio mais rápido de ajuda militar, especialmente munições, sistemas de defesa antiaérea e aviões de combate.
"Se formos fortes, com armas, não perderemos esta guerra", acrescentou.
O ministro da Defesa da ex-república soviética lamentou, por sua vez, que metade das armas ocidentais prometidas seja entregue com atraso.
"Uma promessa não constitui uma entrega", criticou Rustem Umerov. "Cinquenta por cento dos compromissos não são cumpridos a tempo".
Os atrasos, segundo o ministro, põem a Ucrânia em maior desvantagem na guerra contra a Rússia, pois implica em "perdas humanas e de território".
- Vazamentos de informação -
Quanto às baixas sofridas por Kiev, Zelensky afirmou que "31.000 soldados ucranianos morreram nesta guerra. Nem 300.000, nem 150.000, como dizem Putin e seu círculo de mentirosos".
Tanto a Ucrânia quanto a Rússia costumam se negar a revelar suas respectivas baixas militares.
Por outro lado, o presidente ucraniano também disse que a Rússia conhecia os planos da contraofensiva ucraniana do ano passado antes do início da operação.
"Os planos de ação da nossa contraofensiva estavam na mesa do Kremlin antes do início das ações contraofensivas", disse Zelensky.
A Presidência confirmou à AFP que Zelensky se referia a vazamentos de informação. O presidente disse que para evitá-los no futuro, seus comandantes militares estavam elaborando vários planos de estratégia para este ano.
O presidente assegurou que os atrasos na entrega de armas contribuíram para o fracasso de sua contraofensiva, durante a qual o exército ucraniano esgotou seus recursos, sem conseguir libertar as regiões ocupadas pela Rússia.
Atualmente, as forças de Kiev enfrentam uma situação extremamente difícil no front e após quatro meses de intensos combates, foram obrigadas a se retirar da cidade de Avdiivka, no leste do país.
Os soldados de Moscou pressionam cada vez mais nos fronts sul e leste, mas sem conseguir grandes avanços.
O papa Francisco mencionou, neste domingo, o "martirizado povo ucraniano" e pediu que seja encontrada uma solução diplomática para uma "paz justa e duradoura".
A Ucrânia continua sendo alvo de bombardeios russos diários. Na madrugada deste domingo, um ataque deixou um ferido em Kostiantynivka, no leste, e causou danos a vários edifícios, segundo a polícia.
Em Nikopol, no sul do país, um drone russo lançou explosivos contra um veículo e matou um homem de 57 anos, segundo o governador da região de Dnipropetrovsk, Sergei Lyssak.
H.Gerber--VB