-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Filme argentino 'El Tren Fluvial' é uma viagem iniciática de dor e aventura
Um menino em busca de amor, uma viagem e uma lição de vida são os eixos de "El Tren Fluvial", filme dos argentinos Lorenzo Ferro e Lucas A. Vignale apresentado nesta segunda-feira (21) no Festival de San Sebastián.
A divulgação do longa, porém, foi marcada pelo acidente que matou Vignale em junho. O cineasta foi homenageado com uma grande ovação antes e depois da exibição, na seção Horizontes Latinos.
"Para mim, este filme é como um retrato da nossa amizade, e serei eternamente grato por isso ao cinema, à minha amizade com Lucas e ao próprio Lucas", afirmou Ferro à AFP.
Exibido mundialmente pela primeira vez em fevereiro, na Berlinale, o filme acompanha Milo, um menino de nove anos que parte para Buenos Aires sem avisar à família, em busca de liberdade e afeto. Ao encontrar personagens variados, ele passa a compreender melhor seus próprios limites.
O projeto nasceu da "nostalgia de estar vivo e sair (...) em busca de uma palavra de amor, de afeto, de um 'eu te amo'", além de uma experiência vivida por Ferro em Nova York.
"Quando caminhava pela rua, sentia que, se morresse, as pessoas passariam por cima de mim e me esmagariam, como se eu não fosse ninguém", contou o argentino de 27 anos. Milo vive sensação semelhante em Buenos Aires, onde "percebe que o afeto está em casa".
"Às vezes, quando buscamos afeto, talvez ele não venha" e "é preciso expressá-lo", afirmou Ferro, conhecido como ator por filmes como "O Anjo" (2018) e "Simón de la montaña" (2024).
- "Dor transformada em aventura" -
"El Tren Fluvial" é "uma história de dor transformada em aventura", que mostra "o momento em que uma pessoa, neste caso uma criança, percebe que não é invencível", explicou o diretor.
A viagem de Milo lembra a do adolescente Holden Caulfield no romance "O Apanhador no Campo de Centeio", de J.D. Salinger, uma das obras favoritas de Ferro.
O jovem Milo Barria interpreta o protagonista, cujos pais são vividos por seus próprios pais. Também é real a cena inicial: uma competição de malambo argentino.
Durante os 14 dias de filmagem, a equipe precisou inventar maneiras de manter o interesse do menino, com promessas de futebol, boliche, Coca-Cola, videogame e até "uma festa do pijama no fim do dia com toda a equipe".
- Fazer filmes "como for possível" -
Ferro fica mais sério ao abordar a situação "difícil" do cinema argentino após a retirada do apoio ao setor pelo governo de Javier Milei. Antes da exibição, foi apresentado um vídeo contra uma lei que, em 2028, extinguirá o financiamento do Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais (Incaa).
"Sabíamos que, se dependêssemos de uma indústria ou de um instituto tão devastado por este governo, nunca filmaríamos nosso longa", afirmou.
"A situação atual é dolorosa, mas é preciso se aventurar e fazer filmes de qualquer maneira, como for possível", concluiu.
L.Wyss--VB