-
Houthis dizem ter atacado "locais sensíveis" na capital saudita
-
Campeão Arsenal é atropelado pelo Brighton e perde invencibilidade no Inglês
-
Trump proíbe acesso à Casa Branca para CNN, MS NOW e Politico
-
Barcelona encaminha renovação de Raphinha até 2030
-
Atacante argentino Taty Castellanos é acusado de cuspir em adversário na 2ª divisão inglesa
-
Canais CNN e MS NOW têm acesso negado à Casa Branca
-
Organização dos Jogos Asiáticos se desculpa por execução do hino da Coreia do Norte em jogo da Coreia do Sul
-
Pedro Porro é cortado da seleção espanhola por lesão
-
Morre Sandro Mazzola, ídolo da Inter de Milão nos anos 1960
-
EUA aprova venda de US$ 2,7 bilhões em sistemas de defesa para Ucrânia
-
Trump cita 25 'grandes conquistas' antes das eleições de meio de mandato
-
Capital saudita em alerta de ataque aéreo; incêndio perto do aeroporto
-
Homenageada em San Sebastián, Naomi Watts mantém a fome de papéis arriscados
-
Rússia denuncia ciberataques no segundo dia das eleições legislativas
-
Manifestantes protestam no Kennedy Center após ameaça de demolição anunciada por Trump
-
Bolívia elimina subsídio ao diesel
-
Capital saudita emite primeiro alerta aéreo desde a retomada dos combates no Iêmen
-
Dinamarca celebra acordo 'vinculante' com Trump sobre a Groenlândia
-
Anthropic escolhe consultoria para avaliar segurança de sua IA
-
Trump anuncia acordo de segurança 'permanente' sobre Groenlândia
-
CEOs da Nvidia e da OpenAI estão entre convidados para jantar com Xi na Casa Branca
-
CEO da OpenAI fará apresentação ao Conselho de Segurança da ONU
-
Trump veta acesso dos veículos CNN, MSNOW e Politico à Casa Branca
-
Cuba sofre novo apagão geral em meio a crise econômica
-
Trump proíbe acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico
-
Trump anuncia acordo que garante 'controle permanente' da segurança na Groenlândia
-
Com gol de Igor Thiago, Brentford vence Chelsea no Campeonato Inglês
-
Monaco vence Lens e volta à liderança do Campeonato Francês
-
Com direito a recorde de Kane, Bayern atropela Union Berlin na abertura da 4ª rodada do Alemão
-
Mostra de San Sebastián homenageia Werner Herzog, o cineasta dos extremos
-
Cuba sofre sétimo apagão geral do ano
-
Mancini convoca 9 estreantes na primeira lista após seu retorno à seleção italiana
-
Venezuela consegue "trégua", mas requer reformas institucionais, diz HRW
-
Trump anuncia ter proibido acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico
-
Uefa e Concacaf pedem à Fifa "pelo menos" US$ 10 milhões para cada uma das 211 federações-membro
-
Chefe da ONU 'lamenta' recusa dos EUA em conceder vistos a dirigentes palestinos
-
Alemanha recebe seu primeiro caça F-35 em cerimônia nos EUA
Argentina tem segundo turno muito disputado entre Massa e Milei, com economia em crise
Os argentinos comparecem às urnas no domingo (19) para o segundo turno da eleição presidencial entre o atual ministro da Economia, o peronista de centro Sergio Massa, e o libertário e ultradireitista Javier Milei, em uma das disputas mais acirradas e polarizadas desde 1983, quando o país retornou à democracia após a última ditadura militar.
Com índice de inflação de 143% em termos anuais, Massa se esforça para ser visto como um líder sereno e experiente, capaz de superar a grave crise econômica da Argentina com um governo de unidade nacional no qual incluiria representantes de outras forças políticas, com um "Estado forte e protetor".
Milei, que entrou para a política apenas em 2021, quando foi eleito deputado, se apresenta como anarco-capitalista. Ele prometeu eliminar o Banco Central e dolarizar a economia para acabar com a emissão monetária e a inflação.
No primeiro turno de 22 de outubro, Massa recebeu 37% dos votos e Milei 30%. Para o segundo turno, o libertário recebeu o apoio do ex-presidente Mauricio Macri e de Patricia Bullrich, candidata da coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança e que ficou em terceiro lugar (24%).
As pesquisas mais recentes apontaram um empate técnico no segundo turno. Os candidatos lutam até o último minuto para atrair os indecisos, cruciais para o resultado.
"A economia está a ponto de explodir. Estou muito preocupado com a educação e a saúde pública. Não sei em quem votar. Penso no futuro e nenhum deles me agrada. Um já trouxe problemas e o outro apresenta ideias muito explosivas", declarou à AFP Máximo Alberti, um estudante de 17 anos que vota pela primeira vez.
Milei, economista de 53 anos, encerrou a campanha na quinta-feira com um comício em Córdoba diante de milhares de simpatizantes que lotaram as ruas deste reduto antikirchnerista. Aos gritos de "Liberdade!", eles aclamaram seu ídolo, que voltou cantar no palanque depois do discurso.
Massa, advogado de 51 anos, optou por um encontro com um grupo de jovens no colégio Carlos Pellegrini, em Buenos Aires, um evento simples e de acordo com seu estilo mais sereno, de um político que transitou nas últimas décadas por vários governos, partidos e disputas eleitorais.
- Polarização -
A campanha eleitoral oscilou entre os sentimentos de irritação com a política tradicional representada por Massa e de medo com as ideias disruptivas de Milei, que já defendeu a venda livre de armas e chegou a declarar que a oferta de órgãos humanos poderia constituir "mais um mercado".
"Estamos diante de uma das campanhas mais agressivas já presenciadas e a sociedade ficou ainda mais polarizada", declarou à AFP Paola Zubán, diretora da consultoria 'Zubán, Córdoba y Asociados', que prevê um resultado muito apertado.
"Será uma eleição voto a voto", destacou Zubán.
Terceira maior economia da América Latina, historicamente a sociedade argentina sempre teve orgulho de sua grande classe média. Porém, há mais de uma década a economia não cresce e a pobreza afeta mais de 40% da população.
A Argentina tem uma dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por um programa de crédito de 44 bilhões de dólares que exige uma redução significativa do déficit fiscal.
Com a decadência econômica, o discurso de Milei contra o que chama de "casta política chorra (de ladrões)" conseguiu um resultado maior que o imaginado.
"Estou preocupado com as políticas que o atual governo está aplicando. Não estando olhando para o país nem para as pessoas. Votei no Milei e vou votar nele novamente. Tudo o que os políticos fazem é olhar para os seus bolsos", disse Alejandro Santacruz, um açougueiro de 49 anos, à AFP.
- Fantasma da fraude -
Nas últimas semanas, o partido de Milei, A Liberdade Avança, denunciou uma suposta tentativa de fraude, algo inédito na Argentina.
Com este discurso, o partido decidiu não enviar no domingo todas as cédulas de voto do partido aos centros eleitorais, alegando que não confia no mecanismo de custódia.
Embora analistas considerem que o sistema eleitoral é sólido e recordem que nenhuma eleição foi contestada no período democrático do país, Zubán alerta que a ideia de fraude "atingiu um setor da população".
"É um recurso conhecido das direitas radicais denunciar fraude antes da votação. Os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump fizeram isso. É uma tentativa de deslegitimar a eleição no caso de vitória do outro candidato", acrescenta a consultora política.
Para o segundo turno - com voto obrigatório - estão registrados 35,8 milhões de eleitores. A votação acontecerá entre 8H00 e 18H00 (mesmo horário de Brasília).
O presidente eleito assumirá o poder em 10 de dezembro para um mandato de quatro anos.
H.Weber--VB