-
Capital saudita em alerta de ataque aéreo; incêndio perto do aeroporto
-
Homenageada em San Sebastián, Naomi Watts mantém a fome de papéis arriscados
-
Rússia denuncia ciberataques no segundo dia das eleições legislativas
-
Manifestantes protestam no Kennedy Center após ameaça de demolição anunciada por Trump
-
Bolívia elimina subsídio ao diesel
-
Capital saudita emite primeiro alerta aéreo desde a retomada dos combates no Iêmen
-
Dinamarca celebra acordo 'vinculante' com Trump sobre a Groenlândia
-
Anthropic escolhe consultoria para avaliar segurança de sua IA
-
Trump anuncia acordo de segurança 'permanente' sobre Groenlândia
-
CEOs da Nvidia e da OpenAI estão entre convidados para jantar com Xi na Casa Branca
-
CEO da OpenAI fará apresentação ao Conselho de Segurança da ONU
-
Trump veta acesso dos veículos CNN, MSNOW e Politico à Casa Branca
-
Cuba sofre novo apagão geral em meio a crise econômica
-
Trump proíbe acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico
-
Trump anuncia acordo que garante 'controle permanente' da segurança na Groenlândia
-
Com gol de Igor Thiago, Brentford vence Chelsea no Campeonato Inglês
-
Monaco vence Lens e volta à liderança do Campeonato Francês
-
Com direito a recorde de Kane, Bayern atropela Union Berlin na abertura da 4ª rodada do Alemão
-
Mostra de San Sebastián homenageia Werner Herzog, o cineasta dos extremos
-
Cuba sofre sétimo apagão geral do ano
-
Mancini convoca 9 estreantes na primeira lista após seu retorno à seleção italiana
-
Venezuela consegue "trégua", mas requer reformas institucionais, diz HRW
-
Trump anuncia ter proibido acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico
-
Uefa e Concacaf pedem à Fifa "pelo menos" US$ 10 milhões para cada uma das 211 federações-membro
-
Chefe da ONU 'lamenta' recusa dos EUA em conceder vistos a dirigentes palestinos
-
Alemanha recebe seu primeiro caça F-35 em cerimônia nos EUA
-
Costa-riquenha Grynspan lidera terceira votação informal para comandar a ONU
-
Quase 70% dos cubanos vivem em situação de pobreza, revela estudo
-
Governador da Califórnia assina decreto para criar 'interruptor de emergência' para a IA
-
Guerra divide iranianos nos EUA
-
Sem Tchouaméni e com Mbappé capitão, Zidane divulga sua 1ª lista de convocados da França
-
Reino Unido alega que Ilhas Malvinas têm o 'direito' de explorar petróleo
-
Associação busca reconhecimento de costa-riquenho de 119 anos como o homem mais longevo da história
-
ONU realiza terceira votação informal para escolher novo secretário-geral
-
'Não conseguíamos respirar', dizem sobreviventes após a morte de 37 garimpeiros na Nigéria
-
Jorge Jesus convoca Cristiano Ronaldo para jogos de Portugal na Liga das Nações
-
Paris expõe manuscrito emprestado pelo México sobre viagem mítica dos astecas
-
Raphinha revela que deseja renovar contrato e encerrar carreira no Barcelona
-
Xavi Hernández anuncia lista de convocados da seleção holandesa sem Memphis Depay
-
Associação busca reconhecimento de costa-riquenho como o homem mais longevo da história
-
França, o novo elo fraco da zona do euro
-
Homem morre após ser atacado por tubarão na Austrália
-
Pesquisadores dizem ter hackeado OpenAI usando IA Claude, da Anthropic
-
Líder social-democrata da Suécia tentará formar governo
IA ameaça aumentar desinformação na corrida à Casa Branca em 2024
De imagens fabricadas da prisão de Donald Trump até um vídeo que retrata um futuro distópico com Joe Biden reeleito, a corrida para a Casa Branca em 2024 enfrenta uma avalanche de desinformação facilitada pela tecnologia, naquela que é vista como a primeira eleição americana com base na Inteligência Artificial (IA).
Apoiadores republicanos e democratas estão utilizando ferramentas avançadas baseadas na IA, o que muitos especialistas em tecnologia consideram uma faca de dois gumes.
Esta inteligência artificial generativa é capaz de clonar rapidamente a voz de uma figura política e criar vídeos e textos tão verossímeis que os eleitores podem ter dificuldades para compreender o que é real e o que é falso, ao mesmo tempo que colocam em risco a confiança no processo eleitoral.
A ferramenta, entretanto, provavelmente será utilizada pelas campanhas para aumentar sua eficiência operacional, desde a análise de bases de dados de eleitores até a criação de e-mails para a arrecadação de fundos.
Um vídeo divulgado em junho pela campanha presidencial do governador da Flórida, Ron DeSantis, supostamente mostrava o ex-presidente Trump abraçando Anthony Fauci, um importante membro do grupo de trabalho americano sobre o coronavírus. A equipe de verificação digital da AFP descobriu que o vídeo usava imagens geradas por IA.
Depois que Biden anunciou formalmente sua candidatura à reeleição, o Partido Republicano publicou em abril um vídeo gerado pela IA que supostamente retraria "o possível futuro do país" caso o democrata fosse reeleito. As imagens mostravam pânico em Wall Street, a China invadindo Taiwan, ondas de imigrantes esmagando agentes da fronteira e a cidade de San Francisco tomada por militares diante da escalada da criminalidade.
Outras exemplos deste tipo de criação digital relacionados à corrida eleitoral incluem fotos falsas de Trump sendo preso por agentes da polícia de Nova York e um vídeo de Biden anunciando um recrutamento militar nacional para apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia.
- "Oeste selvagem" -
"A IA generativa ameaça impulsionar campanhas de desinformação online", afirmou a organização sem fins lucrativos Freedom House em um relatório recente, alertando que esta tecnologia já estava sendo utilizada para difamar adversários eleitorais nos Estados Unidos.
"Os propagadores de desinformação estão empregando imagens, áudio e texto gerados por IA, fazendo com que a verdade seja mais fácil de distorcer e mais difícil de discernir", completou.
Mais de 50% dos americanos estimam que conteúdos falsos gerados por esta ferramenta podem influenciar o resultado das eleições de 2024, de acordo com uma pesquisa publicada em setembro pelo grupo de mídia Axios e pela empresa de inteligência empresarial Morning Consult. Cerca de um terço dos cidadãos dos EUA afirmou que confiará menos nos resultados por causa da IA, de acordo com o estudo.
Diante deste cenário, especialistas alertam que tais sentimentos podem reviver a revolta contra o processo eleitoral, desencadeando atos como a invasão ao Capitólio por apoiadores de Trump em 6 de janeiro de 2021, devido a falsas acusações de que as eleições de 2020 foram fraudadas.
"Através de modelos (IA) fáceis e baratos de usar, enfrentaremos um oeste selvagem de reivindicações e reconvenções de campanha, com uma capacidade limitada de distinguir material falso do real e incerteza sobre como esses apelos afetarão a eleição", disse Darrell West, da Brookings Institution.
- "Revolucionário" -
Paralelamente aos riscos, o rápido avanço da IA a transformou em um recurso "revolucionário" para entender comportamentos dos eleitores e tendências de campanhas a um "nível muito detalhado", afirmou Vance Reavie, CEO da Junction AI.
Antes de seu advento, equipes de campanha contratavam consultores caros para desenvolver planos de divulgação e passavam horas escrevendo discursos, pontos de discussão e publicações nas redes sociais, mas a IA possibilitou que estas tarefas fossem resolvidas em um tempo muito menor, explicou Reavie.
A AFP fez uma simulação em que pediu ao ChatGPT para que criasse um boletim de campanha pró-Trump, alimentando-o com declarações falsas do ex-presidente desmentidas por equipes americanas de verificação digital. A ferramenta então produziu, em questão de segundos, um documento de campanha inteligente com estas mesmas falas.
Quando a AFP pediu ao chatbot que tornasse o boletim mais "agressivo", este divulgou as mesmas declarações em um tom mais apocalíptico.
As autoridades estão correndo para estabelecer barreiras de proteção para a IA, e vários estados americanos, incluindo Minnesota, aprovaram leis para criminalizar desinformações destinadas a prejudicar candidatos políticos ou influenciar eleições.
Na segunda-feira (30), Biden emitiu um decreto para promover o uso "seguro e confiável" da Inteligência Artificial.
"Deepfakes usam áudio e vídeo gerados por IA para difamar reputações, espalhar notícias falsas e cometer fraudes", disse o democrata ao assinar a ordem executiva.
Ele expressou preocupação de que os golpistas pudessem fazer uma gravação da voz de alguém para gerar um áudio falso. "Eu vi um dos meus (...) disse a mim mesmo: 'Quando diabos eu disse isso?'", completou.
L.Stucki--VB