Volkswacht Bodensee - Hamilton quer seguir à caça de Antonelli na Áustria

Hamilton quer seguir à caça de Antonelli na Áustria
Hamilton quer seguir à caça de Antonelli na Áustria / foto: © AFP

Hamilton quer seguir à caça de Antonelli na Áustria

Impulsionado por sua primeira vitória pela Ferrari no Grande Prêmio de Barcelona-Catalunha de F1, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton vai largar neste fim de semana na Áustria à caça do atual líder do campeonato, Kimi Antonelli, cujo carro da Mercedes começa a apresentar os primeiros sinais de vulnerabilidade.

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Aos 41 anos, o astro britânico exibe uma forma física e mental impecável em sua segunda temporada na 'Scuderia', ocupando a segunda posição na classificação provisória, 41 pontos atrás do prodígio italiano de 19 anos, Antonelli, que havia vencido cinco GPs consecutivos, mas foi forçado a abandonar a prova devido a uma falha mecânica em Barcelona, há duas semanas.

Para a oitava etapa de uma temporada de 22 corridas, a gigantesca operação logística da Fórmula 1 montou sua base no coração das montanhas da Estíria, no circuito Red Bull Ring, em Spielberg, uma das pistas mais rápidas e espetaculares do calendário, que oferece variações de altitude impressionantes e vistas únicas das montanhas para o público.

- "Forza Ferrari" -

O chefe de equipe da Ferrari, o francês Frédéric Vasseur, adotou uma postura cautelosa, afirmando sentir-se "encorajado pelo que mostramos nos últimos Grandes Prêmios" e ressaltando que o campeonato precisa ser encarado "corrida a corrida".

Radiante após a prova em Montmeló, sua primeira vitória em quase dois anos, Hamilton manifestou esperança de que aquele fosse apenas o primeiro de muitos triunfos, chegando até a dizer "Forza Ferrari" em italiano.

Foi o atual campeão mundial Lando Norris, piloto britânico da McLaren, quem soou o alerta sobre a ameaça representada pelos carros vermelhos. "Temos sorte de a Ferrari não ter um motor melhor neste momento", disse ele à Sky Sports. Caso contrário, a Scuderia "poderia humilhar todo mundo".

A equipe do "Cavallino Rampante" já conta com um chassi considerado o melhor entre as onze que competem nesta temporada.

Além disso, a equipe mais antiga e bem-sucedida da F1 chegou a Spielberg com as primeiras atualizações no componente de combustão interna de sua unidade de potência, viabilizadas por um regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) conhecido como ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Evolução).

- Atrasada em relação à Mercedes -

Trata-se de um mecanismo projetado para recuperar desempenho em relação à melhor unidade de potência do início da temporada, aquela que foi desenvolvida pela Red Bull e pela Ford, segundo medições da FIA.

Para ganhar cerca de 20 cavalos de potência e, assim, reduzir a diferença para a Mercedes, considerada pelas rivais a melhor fabricante de motores, a Ferrari também precisaria introduzir um novo turbocompressor no final do verão do Hemisfério Norte, durante a etapa europeia da temporada, talvez nos Grandes Prêmios da Holanda ou da Itália.

Essa medida deve beneficiar o companheiro de equipe de Hamilton, o monegasco Charles Leclerc, que acaba de renovar seu contrato com a Scuderia, uma equipe pela qual tem grande afeição, mas enfrentou um início de temporada difícil.

O piloto de 28 anos ocupa atualmente a quarta posição na classificação provisória, 31 pontos atrás do terceiro colocado, George Russell (Mercedes).

O ambicioso piloto britânico, também de 28 anos, perdeu o status de principal favorito ao título mundial para seu jovem companheiro de equipe, e agora rival, Antonelli.

O chefe da Mercedes na F1, o austríaco Toto Wolff, alertou a equipe sobre a necessidade de uma reação após as falhas mecânicas sofridas pelos dois carros alemães: "Nosso calcanhar de Aquiles, neste momento, é a confiabilidade... Estamos na disputa por dois campeonatos mundiais (de pilotos e de construtores), mas precisamos realmente melhorar se quisermos terminar no topo ao final da temporada".

K.Sutter--VB