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França e Itália querem substituir Unifil por coalizão multinacional no Líbano
França e Itália querem formar uma "coalizão" multinacional que substitua a Força Provisória das Nações Unidas para o Líbano (Unifil), afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (25), após uma reunião com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
"Queremos pôr em andamento uma coalizão no âmbito do dispositivo posterior da Unifil, evidentemente em coordenação com a União Europeia e a ONU, para reforçar a soberania do Líbano e de suas forças armadas e impedir que seu território se torne um ponto de apoio para uma escalada regional", declarou Macron após uma reunião de cúpula bilateral realizada em Antibes, cidade francesa do Mediterrâneo, a 40 km da fronteira com a Itália.
Meloni disse, por sua vez, que "a Itália e a França podem marcar uma grande diferença". "Do nosso ponto de vista, é necessário garantir uma presença internacional que evite um vácuo de segurança extremamente perigoso", acrescentou.
A França é um dos principais contribuintes para a força de manutenção de paz da ONU, que conta com cerca de 7.500 efetivos de quase 50 países.
As tropas estão mobilizadas no sul do Líbano, ao longo da linha azul, que delimita a fronteira com Israel há décadas e que tem servido como zona-tampão, sem impedir as hostilidades.
Israel declarou, nesta quinta-feira, que só vai retirar suas tropas do sul do Líbano após o desarmamento do movimento pró-iraniano Hezbollah, no momento em que israelenses e libaneses participam de negociações em Washington promovidas pelos Estados Unidos.
O Exército israelense lançou ataques aéreos generalizados no Líbano e mobilizou tropas para o sul do país depois que o Hezbollah entrou na guerra no Oriente Médio, em março, para vingar a morte do então líder supremo iraniano Ali Khamenei em 28 de fevereiro, primeiro dia da ofensiva de Israel e Estados Unidos contra o território iraniano.
O Conselho de Segurança da ONU, sob pressão dos Estados Unidos, decidiu em agosto pôr fim ao mandato da Unifil em 31 de dezembro de 2026.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que será necessária uma força de paz no Líbano quando expirar o mandato da missão atual, uma opção que provavelmente enfrentará a oposição de Estados Unidos e Israel.
M.Betschart--VB