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Sony apresenta robô capaz de derrotar jogadores de tênis de mesa de elite
Robôs conseguem correr uma meia-maratona, praticar boxe e, agora, até mesmo derrotar jogadores de tênis de mesa de elite, anunciou a unidade de inteligência artificial da Sony em uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (23).
Uma equipe da empresa japonesa construiu um braço robótico movido por IA que empunha uma raquete de tênis de mesa e é capaz de perceber, reagir e rebater "a velocidade vertiginosa e o efeito da bola no tênis de mesa de nível de elite".
A pesquisa foi publicada na revista Nature.
"O Ace é um robô industrial volumoso, com aproximadamente o tamanho de uma mesa de tênis de mesa, capaz de tomar decisões em frações de segundo e executar movimentos ágeis", segundo a Sony AI.
O ruidoso jogador, caracterizado por constantes zumbidos e ruídos metálicos, além de um braço que se move vigorosamente, enfrentou cinco jogadores de elite e dois profissionais.
Ele venceu três de suas cinco partidas contra o grupo de elite, enquanto as demais partidas foram "competitivas", afirmou a empresa.
No entanto, o Ace continuou a aprimorar seu desempenho mesmo após a entrega do artigo à Nature, vencendo partidas mais recentes contra profissionais que realizavam golpes mais rápidos, posicionamentos mais agressivos próximos à borda da mesa e trocas de bola em um ritmo mais acelerado, afirmou a Sony AI.
"Ao solucionar um problema que exige percepção e controle excepcionais em tempo real, esta pesquisa estabelece as bases para sistemas de IA capazes de operar de forma segura e confiável em ambientes físicos dinâmicos, variando de contextos de segurança crítica a domínios interativos em tempo real", observou a empresa.
Robôs anteriores capazes de jogar tênis de mesa conseguiam manter as trocas de bola, mas nunca passaram do nível amador, afirmou a Sony AI.
"Uma vez que a IA consiga operar no nível de um especialista humano sob essas condições, isso abre as portas para uma classe inteiramente nova de aplicações no mundo real que, anteriormente, estavam fora do nosso alcance", observou Peter Stone, cientista-chefe da Sony AI.
T.Ziegler--VB