-
Com hat-trick de Olise, França vence Irlanda do Norte (3-1) em amistoso
-
Árbitro somali é afastado da Copa do Mundo após ter entrada nos EUA negada
-
Milei defende IA desregulada após alerta de historiador Harari
-
AstraZeneca obtém resultados animadores com comprimido contra obesidade
-
Presidente da Bolívia denuncia que 'narcoterroristas' promovem protestos
-
México promete abertura de Copa do Mundo de 'paz', em meio a protestos
-
Apple relança sua IA com ajuda do Google
-
Giroud renova com o Lille até 2027 e vai trabalhar com Davide Ancelotti
-
Lateral holandês Jurriën Timber é cortado da Copa por lesão e substituído por Lutsharel Geertruida
-
'Temos que abandonar os combustíveis fósseis', diz à AFP chefe de negociações da COP31
-
Após exames, recuperação de Neymar tem 'boa evolução', diz CBF
-
Platini processa Infantino por tráfico de influência e denúncia falsa
-
Bruno Guimarães pede respeito aos jogadores da Seleção após críticas
-
Irã e Israel anunciam cessar das hostilidades, mas ameaças persistem
-
'Estou bem e estou em casa', diz Eriksen após desmaio em amistoso da Dinamarca
-
Aumenta pressão na França para combater abusos sexuais contra crianças
-
Árbitro somali escalado para Copa do Mundo tem entrada nos EUA negada
-
EUA anuncia restrição de vistos para mais de 100 membros do governo da Nicarágua
-
'Guerra ou paz?': iranianos exaustos diante da possível retomada do conflito
-
Fabio Grosso é o novo técnico da Fiorentina
-
Após veto de cidade espanhola, RD Congo e Chile farão amistoso na França
-
'Foi espancado até a morte!': abuso militar no combate ao narcotráfico no Equador
-
Zagueiro francês Ibrahima Konaté assina com Real Madrid até 2030
-
Após 'saga' do Irã, Copa do Mundo volta as atenções para a saúde de suas estrelas
-
Diretor-geral da OMS elogia esforços de Uganda contra o ebola
-
Eriksen deve deixar hospital 'em breve', anuncia Federação Dinamarquesa de Futebol
-
Lassana Diarra chega a acordo com Fifa sobre direitos de transferência
-
Irã anuncia interrupção dos ataques contra Israel após apelo de Trump
-
UE aprova primeiro tratamento contra câncer com injetor portátil
-
Terremoto deixa mais de 30 mortos nas Filipinas
-
Mulheres são alvo de onda de prisões por suas vestimentas em Herat, no Afeganistão
-
SCANDIC COIN e a cotação na Coinbase como ponte para activos reais?
-
Papa condena a 'praga' dos abusos sexuais contra bispos espanhóis e pede 'reparação'
-
Xi visita Coreia do Norte e promete levar relações a um 'novo patamar'
-
SCANDIC COIN作為實體資產代幣SNC在交易所上市後漲幅達數百百分比
-
Israel e Irã anunciam retomada dos ataques após dois meses de trégua
-
Papa Leão XIV pede uma resposta mundial ao 'trágico drama migratório'
-
Primeiro-ministro armênio vence eleições após guinada em direção ao Ocidente
-
Terremoto nos sul das Filipinias deixa 15 mortos
-
Resultado da eleição presidencial no Peru segue incerto após apuração de 80% das urnas
-
Fujimori lidera em pesquisa de boca de urna do segundo turno presidencial no Peru
-
Adversário do Brasil na estreia da Copa, Marrocos empata com Noruega em amistoso
-
Bayern de Munique aconselha Real Madrid a não fazer proposta por Olise
-
Robin van Persie é demitido do comando técnico do Feyenoord
-
Jogador dinamarquês Christian Eriksen desmaia durante amistoso contra a Ucrânia
-
Alexander Zverev é campeão de Roland Garros, seu primeiro título de Grand Slam
-
Guarda-costeira taiwanesa se mobiliza ante operação da China
-
Wesley é cortado da Seleção e Éderson é convocado para Copa do Mundo
-
Lamine Yamal admite que pensou que ganharia Bola de Ouro em 2025
-
Chega a Cuba nova ajuda humanitária enviada pelo México
Universitários cubanos veem futuro 'comprometido' entre apagões e ensino à distância
Em Punta Brava, nos arredores de Havana, o estudante de Arquitetura Alejandro Benítez não consegue dormir há seis dias.
Os intermináveis apagões transformaram suas noites em vigílias intermitentes: assim que a eletricidade volta, a qualquer hora, ele liga o computador e trabalha em seus exercícios, com o temor constante de perder o progresso no próximo corte.
O laptop, que divide com seu companheiro, só pode ser usado em turnos, e a bateria mal resiste sem estar ligada à tomada.
Como milhares de universitários em Cuba, ele tenta acompanhar as aulas à distância em um país mergulhado em uma grave crise energética devido ao bloqueio petroleiro americano.
A situação se agravou nas últimas semanas, quando o governo reconheceu não ter reservas de diesel nem de óleo combustível para apoiar a geração elétrica, sustentada apenas por sete termelétricas envelhecidas.
Quanto à interação com os professores, "estamos fazendo tudo pelo WhatsApp ou Telegram", explica o jovem de 28 anos.
No início de fevereiro, as autoridades suspenderam as aulas presenciais nas universidades para economizar eletricidade. Mas o ensino remoto esbarra em uma realidade cotidiana: rede instável, conexão limitada e apagões prolongados tornam as condições de estudo extremamente precárias.
Na mesma casa, seu companheiro, Alfredo Rodríguez, de 34 anos, professor de Design Industrial, enfrenta as mesmas dificuldades do lado dos docentes.
Ele tenta manter um ensino concebido para o formato presencial, agora obrigado a migrar para um modelo digital que mutila disciplinas do currículo.
"Há conteúdos que os estudantes simplesmente não viram", reconhece.
- Formação incompleta -
Em cursos como Arquitetura e Design, nos quais o aprendizado se baseia em uma troca prática constante, o virtual, mais do que uma adaptação ao contexto, se assemelha a uma renúncia.
Em Arquitetura, "a troca com o professor naquele momento é muito valiosa", afirma Alejandro. Mas esse espaço não existe mais.
Às limitações acadêmicas somam-se as dificuldades materiais. Em sua casa, cozinha-se com carvão e, desde fevereiro, o estudante não sai do bairro devido à escassez de transporte.
Sua vida universitária, assim como a social, ficou reduzida a poucos quilômetros.
Em Alamar, do outro lado de Havana, Shalia García, de 19 anos, estudante do segundo ano de Design Industrial, enfrenta as mesmas dificuldades.
"Não estamos recebendo todas as disciplinas", explica, acrescentando que algumas, essenciais para sua formação, foram suspensas ou fortemente reduzidas.
Os professores enviam cronogramas, conteúdos e datas de entrega que os estudantes devem cumprir de forma autônoma, em um modelo que depende mais do que nunca da disciplina individual.
O acesso à internet agrava a situação. O pacote mensal de dados móveis disponível para universitários não é suficiente para baixar arquivos pesados, e a comunicação com os professores carece da imediaticidade da sala de aula.
"Essa modalidade depende mais do estudante, e isso está sendo difícil para mim", admite.
Na família, a preocupação é evidente. Sua mãe, Luisa Odalys Destrade, médica, afirma que, embora compreenda o contexto do país, teme as consequências para a formação universitária da filha.
"Estou muito preocupada, mas não há outra opção além de enfrentar a situação", suspira.
- "Futuro comprometido" -
Diante dessas limitações, os professores tiveram de flexibilizar suas exigências. Os prazos de entrega são frequentemente adiados.
"Não podemos exigir o mesmo quando sabemos que há estudantes sem eletricidade ou sem conexão", ressalta Alfredo Rodríguez.
Em Punta Brava, os dias continuam marcados pela incerteza dos apagões.
Quando a eletricidade retorna no meio da noite, é preciso escolher entre dormir ou trabalhar, entre cuidar da vida cotidiana ou da universitária.
Nesse dilema permanente, está em jogo muito mais do que um simples semestre acadêmico. "Que tipo de profissional vou me tornar?", questiona Alejandro. "Temos o futuro comprometido".
B.Baumann--VB