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Trabalhadores a favor e contra o governo exigem melhorias salariais na Venezuela
Manifestações de trabalhadores a favor e contra o chavismo em Caracas foram registradas nesta segunda-feira (2) para exigir melhorias salarias ao governo interino na Venezuela.
O salário-mínimo está estagnado há quatro anos em 130 bolívares, cerca de 0,35 dólares (R$ 1,85, na cotação atual), mais bonificações como complemento.
"Lutamos por salário, democracia e liberdade!", entoavam professores e funcionários da Universidade Central da Venezuela (UCV) em uma concentração em frente ao Tribunal Supremo de Justiça, onde foi apresentada uma ação contra o Estado por omissão constitucional devido à falta de reajustes salariais desde 2022.
Delcy Rodríguez assumiu o poder após a queda de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana em 3 de janeiro. Ela prometeu que as novas receitas provenientes das vendas de petróleo aos Estados Unidos financiarão projetos sociais, de saúde e obras públicas.
Gregorio Alfonzo, presidente da associação de professores da UCV, pediu investimentos em salários.
"É preciso reivindicar de uma vez por todas o salário. Se a renda petrolífera vai aumentar, tem que ser investida em todos os trabalhadores", afirmou.
"Este é um assassinato diário da população venezuelana sem distinção de classe ou condição, seja operário, seja arquiteto", declarou, Saraí García, que ocupa um cargo administrativo nesta universidade.
O chavismo marchou, por sua vez, ao Tribunal Supremo de Justiça para reiterar sua exigência de que os Estados Unidos libertem Maduro, preso em Nova York acusado de tráfico de drogas. Os manifestantes também entregaram um documento "com 10 ações urgentes" para reivindicar os direitos dos trabalhadores.
"Temos a oportunidade de que, com a negociação com as petroleiras, com a reforma da Lei de Hidrocarbonetos e o diálogo nacional, novamente se possa chegar à recuperação econômica e da renda salarial", afirmou Oliver Rivas, coordenador de uma rede de trabalhadores governistas.
Uma fileira de agentes policiais manteve os dois grupos separados para evitar confronto, que se limitou a uma troca de palavras de ordem.
H.Kuenzler--VB