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Nova edição de 'Call of Duty' aposta no futuro em sua batalha com 'Battlefield'
"Call of Duty" lança na sexta-feira (14) a nova edição da saga mais vendida de videogames de guerra, apostando em situar a ação em um futuro próximo para competir com "Battlefield 6", seu grande rival há duas décadas.
Com mais de 500 milhões de exemplares vendidos desde o primeiro jogo em 2003, "Call of Duty" se apresenta como o número um no mercado, segundo seu editor Activision Blizzard. Diversas edições superaram os 20 milhões de vendas.
A última versão, chamada "Call of Duty: Black Ops 7", se passa em 2035, onde uma equipe de forças especiais enfrenta um terrorista nicaraguense que ameaça "queimar o mundo em três dias".
É uma escolha arriscada, já que os episódios anteriores situados no futuro estão entre os menos apreciados pelos jogadores.
- Cansar o público -
Neste jogo não há "jetpacks" (para deslocamento vertical) nem corridas pelas paredes, técnicas que não foram bem recebidas pelos usuários, explica à AFP Stephanie Snowden, diretora de comunicação da Activision. Mas há uma nova possibilidade de rebater nas paredes com uma espécie de salto duplo.
"Black Ops 7" se mantém fiel às versões recentes, embora também aproveite o sucesso das anteriores: a história é uma continuação dos episódios 2 e 6, e retorna com vários personagens e mapas já conhecidos.
Porém, ao tentar prolongar a fórmula, "Black Ops 7" pode cansar seu público. "A franquia não se renova o suficiente", avalia Lou Martin, estudante de marketing que experimentou o jogo na Paris Games Week.
A liderança nos jogos de tiro de "Call of Duty", até agora indiscutível, pode balançar este ano devido ao seu grande rival "Battlefield 6", que foi lançado em 10 de outubro e está tendo um bom início.
"'Battlefield 6' registra o maior sucesso de lançamento de toda a história" da franquia, afirmou seu editor, Electronic Arts, uma semana após seu lançamento.
Naquele momento, vendeu "mais de 7 milhões de cópias", segundo dados da própria empresa. De acordo com alguns meios especializados, já teria superado a marca de 10 milhões. São números muito superiores às decepcionantes vendas de "Battlefield 2042", lançado em 2021.
- Modo multijogador -
"Pensava em comprar 'Black Ops' para o fim do ano, mas 'Battlefield' me fez mudar de ideia", afirma Lou Martin.
"Battlefield" apresenta mapas menores do que o habitual no modo multijogador e um modo "battle royale" em que os jogadores eliminam uns aos outros, competindo com o de "Call of Duty", muito popular.
Como costuma fazer, "Call of Duty" propõe um modo multijogador, um modo zumbi e uma campanha que desta vez pode ser jogada em modo cooperativo com vários jogadores.
O jogo conta com um público fiel, como Reda Mbarki, que trabalha com informática.
"Embora não se renove o suficiente, prefiro 'Call of Duty' à franquia 'Battlefield', que é muito complexa para mim", afirma após ter experimentado o jogo.
T.Zimmermann--VB