-
Coreia do Norte recomenda sopa de cachorro para enfrentar o calor
-
Desemprego na França sobe para 8,3%, seu nível mais alto desde a pandemia
-
De la Espriella toma posse na Colômbia como aliado de Trump na guerra contra o tráfico
-
Rebeldes houthis matam mais de 60 soldados das forças governamentais no Iêmen
-
Adolescente mata avós, alunos e professores na Tailândia
-
Governo e oposição têm primeiro encontro rumo a transição política na Venezuela
-
Protesto contra projeto de lei termina em confronto na Argentina
-
Governo e oposição têm primeiro encontro para transição política na Venezuela
-
Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões para estado dos EUA por caso envolvendo menores nas redes
-
Lucro da Petrobras dobra com produção recorde e alta do petróleo
-
Governo e oposição iniciam diálogo com vistas a uma transição política na Venezuela
-
Manifestantes entram em confronto com polícia na Argentina por projeto de lei em favor da propriedade privada
-
Trump assina decreto contra 'turismo' da cidadania por nascimento
-
Kompany confia nos reforços do Bayern para conquistar a Champions
-
Pegula elimina Rakhimova e vai às oitavas do WTA 1000 de Toronto
-
Governo interino e delegados da oposição iniciam diálogo na Venezuela
-
PSG anuncia contratação do meia-atacante Maghnes Akliouche
-
Ônibus-bomba deixa dois mortos na Síria
-
Rodrigo Paz defende sua gestão nos primeiros nove meses à frente da Bolívia
-
Ex-Inter, Enner Valencia é anunciado pelo Boca Juniors
-
EUA saúdam chegada de opositora à Venezuela para iniciar diálogo
-
França anuncia caso de hantavírus da cepa Andes em turista franco-argentino
-
Rodri dá sinal verde ao Barcelona para negociar com o Manchester City
-
Autoridades registram um caso de sarampo em parque da Universal Studios na Califórnia
-
Crianças migrantes correm risco de sofrer abusos nas ruas de Ceuta, alertam ONGs
-
Vini Jr. renova com o Real Madrid até 2032
-
Infantino sob pressão da Uefa e da Conmebol
-
EUA sanciona ministro cubano das Forças Armadas e cúpula da indústria militar
-
O papel da desinformação na última onda de migrantes que chegou ao enclave espanhol de Ceuta
-
Conmebol expressa 'preocupação com ações unilaterais' da Fifa
-
Interferências russas se multiplicam antes das eleições presidenciais na França
-
A dolorosa dança dos números de desaparecidos nos terremotos na Venezuela
-
Uefa mantém boicote às competições da Fifa
-
Chuva define cardápio de restaurante em São Paulo com 3 estrelas no guia Michelin
-
Turista franco-argentino testa positivo para hantavírus, anuncia governo francês
-
Mohamed Salah assina por duas temporadas com o Trabzonspor, da Turquia
-
Real Madrid anuncia contratação do atacante marfinense Yan Diomandé
-
Três pontos para entender por que Ortega quer excluir oposição das eleições
-
Comitê do Senado americano declara Anthony Fauci em desacato
-
Kast anuncia pacote de reformas legislativas contra o crime organizado no Chile
-
Papa se reúne com jovens durante visita a Assis
-
Uruguai anuncia Diego Forlán como técnico após saída de Bielsa
Moradores de Washington estão cansados da criminalidade que Trump busca combater
Tony e Mike, dois residentes de um bairro de Washington a cerca de 15 minutos a pé da Casa Branca, param em uma calçada. Ali, entre casas de tijolos vermelhos e prédios de dez andares, um homem foi assassinado na segunda-feira (11), marcando o centésimo homicídio deste ano na capital americana.
Os tiros ocorreram apenas horas após Donald Trump anunciar que o governo federal assumiria novamente a segurança da capital, que o presidente descreve como "invadida por gangues violentas".
"É revoltante", diz Tony. "Aqui não é mais seguro".
"É necessário mudança, é necessário ajuda", afirma por sua vez Mike. "Mas não ao estilo de Trump, não com a Guarda Nacional", acrescenta, referindo-se aos militares reservistas mobilizados pelo presidente.
No dia seguinte à coletiva de imprensa do republicano, os moradores do bairro próximo ao centro da capital denunciam vendas de drogas nas ruas e o vaivém dos sem-teto, mas não acreditam que uma intervenção federal realmente melhore a segurança do dia a dia.
Esse cruzamento de ruas "é um mercado aberto" com "todas as drogas que você quiser", conta Tony, que sempre viveu na área e que, como outros residentes com quem a AFP conversou, não quis dar seu sobrenome.
Nos jardins da igreja da esquina da rua, seringas são frequentemente encontradas, diz Anne, enquanto remove as ervas daninhas.
Perto dali, Tymark Wells, um homem de 33 anos, foi baleado na segunda-feira por volta das sete da noite antes de morrer em um hospital, segundo um relatório policial que não registra nem o motivo nem o suspeito.
- Assassinatos -
Washington "é o 'Velho Oeste', e sempre foi assim", comenta Lauren, de 42 anos, que mora no prédio de cima. "Já nem damos atenção", diz.
Donald Trump descreveu na segunda-feira "uma situação de completa e total anarquia". Contudo, funcionários locais insistem que a criminalidade violenta em Washington está em seu nível mais baixo em mais de 30 anos.
Devido ao fácil acesso às armas no país, o número "pode parecer diferente nos Estados Unidos em comparação a outras partes do mundo, mas houve muitos avanços aqui", defendeu à AFP Brianne Nadeau, uma conselheira municipal de Washington, cidade de maioria democrata.
Nadeau denuncia um "golpe midiático" por parte da administração Trump.
Em 2023, a cidade registrou 274 homicídios. Em 2024, o número foi de 187, uma das taxas mais altas do país por número de habitantes.
- "Não é a forma correta" -
À espera da Guarda Nacional, "cerca de 850 agentes" federais foram destacados na cidade desde segunda-feira e já realizaram 23 prisões, segundo declarou nesta terça-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. "É apenas o início", garantiu.
Esses policiais federais vão atuar junto com as autoridades locais. "Vocês verão mais operações" policiais, explicou Terry Cole, chefe da administração antidrogas americana (DEA), comissionado por Trump para liderar a intervenção federal da polícia em Washington.
Em uma posição conciliadora forçada, dado o status especial da capital americana, sob o controle do Congresso, a prefeita democrata da cidade, Muriel Bowser, disse que "não é a forma correta de fazer isso". Patrulhar "não é o que [os agentes do FBI] sabem fazer", acrescentou.
"Não temos patrulhas policiais suficientes", afirma por sua vez Tom, um administrador imobiliário que mora a poucos passos do local do homicídio de segunda-feira. Ao ver um estranho de bicicleta e apontar o cheiro de maconha, disse à AFP que pessoas como ele "levam a droga com eles".
Ele também reclama da "abordagem draconiana" de Donald Trump. "Isso certamente não mudará nada", acrescentou.
P.Keller--VB