-
Taiwan recebe presidente do Paraguai e China insta Assunção a 'romper' essa relação
-
Leão XIV celebra um ano de pontificado em Pompeia e Nápoles
-
Starmer assume 'responsabilidade' por resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Rússia e Ucrânia prosseguem com ataques e denunciam violação da trégua decretada por Moscou
-
Trump afirma que cessar-fogo prossegue apesar dos novos confrontos com o Irã
-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Terminam eleições locais britânicas que colocaram governo trabalhista à prova
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Aston Villa e Freiburg vão se enfrentar na final da Liga Europa
-
Apesar das diferenças, Lula e Trump saem satisfeitos de encontro em Washington
-
Governadora de Nova York ordena que agentes do ICE atuem com rosto descoberto
-
Valverde sofreu traumatismo craniano em briga com Tchouaméni
-
Preços do petróleo fecham sessão com leve queda
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
-
CBF quer anunciar renovação de Ancelotti antes da Copa do Mundo
-
Zelensky recomenda que líderes estrangeiros evitem Dia da Vitória em Moscou
-
Trump se mostra satisfeito com reunião com 'dinâmico' Lula
-
Mais de 70 vítimas de Al Fayed receberam 'indenização completa' da Harrods
-
OMS acredita que haverá mais casos de hantavírus por surto em cruzeiro
-
Valverde é levado para hospital após briga com Tchouaméni em treino do Real Madrid
-
Democratas dos EUA pedem fim do silêncio sobre política nuclear de Israel
-
COI devolve hino e bandeira aos bielorrussos, mas não aos russos
-
Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia
-
O luto silencioso dos filhos de migrantes senegaleses desaparecidos no mar
-
'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos
-
Empresa de tradução DeepL reduz quadro de pessoal para acelerar transformação em direção à IA
-
EUA ressalta 'sólidos' vínculos com Vaticano após reunião 'amistosa' de Rubio com o papa
-
Ilhas Canárias em alerta com chegada de navio com surto de hantavírus
-
Em busca da reeleição, Lula visita Trump para dissipar tensões
-
Os destaques do Festival de Cannes
-
Governo trabalhista enfrenta teste nas eleições locais britânicas
-
Os filmes na disputa pela Palma de Ouro do 79º Festival de Cannes
-
Festival de Cannes terá edição repleta de estrelas
-
Irã examina proposta mais recente dos Estados Unidos para acabar com a guerra
-
Navio com surto de hantavírus segue para a Espanha; pacientes são hospitalizados na Europa
-
Luiz Henrique: Após 24 anos de espera, Brasil tem a 'ambição de ganhar a Copa'
-
Cantora britânica Bonnie Tyler é hospitalizada em Portugal
-
Assassinato de adolescente a caminho da escola deixa cidade francesa em estado de choque
-
UE anuncia acordo para proibir IA que cria imagens sexuais falsas
Atletas afegãs exiladas encontram esperança nos gramados do Marrocos
Quando os talibãs retornaram ao poder em 2021, "eu quis morrer", conta Manoozh Noori. Quatro anos depois, a atleta afegã acaba de participar de um campeonato no Marrocos ao lado de outras exiladas para quem o futebol se tornou um motivo de resistência e esperança.
Antes de se juntar à equipe de refugiadas afegãs, a jogadora de 22 anos foi convocada pela seleção de seu país, o que representou uma vitória pessoal para a então estudante de gestão esportiva, que teve que enfrentar a oposição de seus irmãos para que pudesse jogar.
Mas desde a queda de Cabul, as mulheres estão proibidas de praticar e representar o Afeganistão em qualquer modalidade esportiva, e estão excluídas tanto das universidades quanto, em grande parte, do mercado de trabalho, um "apartheid de gênero", segundo a ONU.
Antes de fugir do país, Manoozh Noori, "desesperada", enterrou seus troféus e medalhas no quintal da casa de sua família.
"Questionei-me: devo continuar vivendo neste país? Com estas pessoas que querem proibir as mulheres de estudar, jogar futebol e fazer qualquer coisa?", lembra a jovem, atualmente morando na Austrália, assim como muitas de suas companheiras.
- "Vida" e "esperança" -
Formada progressivamente desde maio entre Austrália e Europa, sua equipe disputou as primeiras partidas internacionais no final de outubro, durante um torneio amistoso no Marrocos.
Derrotadas pelo Chade e pela Tunísia, mas com uma vitória sobre a Líbia (7-0), as jogadoras lideram um projeto que vai muito além do esporte.
"Já não há liberdade no Afeganistão, especialmente para as afegãs. Mas agora nós seremos sua voz", diz à AFP a atacante Nilab Mohammadi, de 28 anos, militar de profissão e que também jogava na seleção afegã.
"Para mim, o futebol não é apenas um esporte, representa vida e esperança", acrescenta.
No Afeganistão, "foi tirado um sonho" das jogadoras, "mas quando a Fifa nos reconheceu, foi como se uma parte do sonho se tornasse realidade", conta Mina Ahmadi.
"Esta nova aventura é um momento feliz para nós. Não vai parar tão cedo, vamos seguir em frente", afirma a jovem de 20 anos, que estuda Ciências Médicas em uma cidade australiana.
- Reconhecimento da Fifa -
Embora a Fifa ainda não tenha decidido sobre a possibilidade de que este time de refugiadas dispute outras partidas internacionais, as atletas permanecem determinadas a chegar o mais longe possível.
"Acho que são mulheres incríveis, fortes, uma fonte de inspiração. Elas tiveram que superar muitas adversidades para jogar futebol", explica à AFP Aish Ravi, especialista em igualdade de gênero no esporte.
"Este esporte é mais do que um jogo, simboliza a liberdade para elas", acrescenta a pesquisadora, que trabalhou com algumas jogadoras afegãs quando chegaram à Austrália em 2021.
"É muito difícil se acostumar a um país onde não se cresceu. Sente-se falta da família e dos amigos (...) Mas era preciso seguir em frente", conta Mina Ahmadi, que sonha em jogar por algum clube europeu e participar de uma Copa do Mundo com a equipe de refugiadas.
Para Manoozh Noori, o objetivo é claro: que "esta equipe seja reconhecida pela Fifa como a seleção nacional feminina do Afeganistão".
M.Vogt--VB