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OpenAI fecha contrato bilionário com Amazon em corrida pela IA
A empresa americana OpenAI anunciou, nesta segunda-feira (3), um acordo de 38 bilhões de dólares (R$ 204 bilhões) com a AWS, a divisão de computação na nuvem da Amazon, para adquirir capacidade adicional de desenvolvimento para sua plataforma de inteligência artificial (IA).
Sendo assim, a startup criadora do ChatGPT continua sua ambiciosa campanha de aquisição de potência computacional e armazenamento, tanto de provedores de nuvem como a AWS, quanto de fabricantes de chips, para garantir sua competitividade na corrida pela IA.
A OpenAI aspira a ser a primeira do setor a desenvolver um modelo de IA geral, conhecido como IAG, que se iguale ao conjunto das capacidades intelectuais humanas.
"Desenvolver a IA mais avançada requer capacidades de cálculo muito grandes e confiáveis", explicou o diretor da OpenAI, Sam Altman, citado em comunicado. "Nossa parceria com a AWS reforça o ecossistema que apoiará esta nova fase e tornará a IA avançada acessível para todos".
Na semana passada, Altman revelou que a OpenAI havia assumido compromissos de 1,4 trilhão de dólares (R$ 7,5 trilhões) com fornecedores de serviços na nuvem e da indústria de semicondutores.
Esses contratos exigirão 30 gigawatts (GW) de eletricidade, o que equivale a mais de 2% da capacidade total instalada nos Estados Unidos no final de 2023, segundo dados da EIA, a agência de informação energética dos EUA.
Uma parte dos investidores mostra cada vez mais cautela diante do frenesi de compras da OpenAI, cujas receitas projetadas giram em torno de 13 bilhões de dólares (R$ 69,7 bilhões) este ano, mas estima-se que a empresa não será lucrativa antes de 2029, conforme admitido pelo próprio Altman.
Questionado sobre o tema em um episódio do podcast "BG2 Pod" publicado na sexta-feira, Altman demonstrou sinais de irritação e respondeu que a OpenAI gerará "muito mais" receitas do que essa estimativa.
O acordo com a AWS foi o primeiro desde que a OpenAI formalizou sua nova estrutura, na qual a empresa tem mais liberdade para se afastar de suas origens sem fins lucrativos e gerar benefícios para seus investidores.
- Nvidia segue líder -
O convênio com a AWS tem duração de sete anos e assegura à OpenAI disponibilidade adicional imediata na nuvem, com um lançamento completo antes do final de 2026.
As infraestruturas de nuvem que a AWS colocará à disposição da empresa californiana serão baseadas principalmente em processadores do gigante Nvidia, os GPUs (Unidades de Processamento Gráfico), considerados os mais avançados do mercado.
Elas não serão utilizadas apenas para trabalhos nos novos modelos da OpenAI, mas também para operar o ChatGPT e gerenciar as solicitações dos mais de 800 milhões de usuários semanais da plataforma, especificou a companhia.
A notícia impulsionou as ações da Amazon, que por volta das 16h39 GMT (13h39 no horário de Brasília) subiam cerca de 4,9% na Bolsa de Nova York.
A Nvidia também estava em alta (+2,68%), impulsionada tanto pelo acordo entre a OpenAI e a Amazon quanto por outro anúncio, o da Microsoft, que alugará chips e servidores adicionais do provedor de nuvem IREN, por um total de 9,7 bilhões de dólares (R$ 52 bilhões).
A OpenAI opta pelos chips da Nvidia, em vez dos desenvolvidos pela AWS, os Trainium, que, segundo especialistas, atingiram níveis de desempenho agora próximos aos GPUs do líder mundial do setor.
Parceira privilegiada da OpenAI, da qual controla 27% do capital após ter investido mais de 13 bilhões de dólares (R$ 69,7 bilhões), a Microsoft aceitou há alguns meses a ideia de que a startup de San Francisco busque capacidades de nuvem em outros lugares.
O pedido realizado ao IREN mostra, além disso, que a Microsoft, embora também forneça serviços de nuvem, já não consegue atender toda a demanda de seus clientes em termos de armazenamento e processamento de dados.
A parceria anunciada com a AWS baseia-se na colaboração existente entre as duas empresas, com os modelos mais abertos da OpenAI já disponíveis nos servidores da Amazon.
M.Vogt--VB