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Trump se vangloria de ter 'libertado' militares dos EUA das teorias de gênero e 'raça'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se vangloriou neste sábado (24) de ter "libertado" as Forças Armadas de seu país da influência de teorias de desigualdade racial ou de gênero, chamando-as de "distrações" de sua "missão fundamental, que é destruir os inimigos da América".
"Libertamos nossas tropas dos ensinamentos políticos aviltantes e divisivos", declarou Trump na cerimônia de formatura da Academia Militar de West Point, perto de Nova York.
Ao retornar à Casa Branca em janeiro, Trump assinou uma ordem executiva declarando "ilegais" os programas e as políticas de "DEI" (Diversidade, Equidade e Inclusão) que promovem a igualdade de oportunidades, e outra que impede os transgêneros de ingressar nas Forças Armadas.
"Estamos eliminando as distrações e redirecionando o foco de nossas Forças Armadas para sua missão principal: destruir os inimigos dos Estados Unidos", disse ele.
"O trabalho das Forças Armadas dos Estados Unidos não é encenar shows de 'drags' ou espalhar a democracia pela força das armas", acrescentou.
O magnata republicano, usando seu boné vermelho característico com o slogan "Make America Great Again" ("Faça os Estados Unidos grandes outra vez", em tradução livre do inglês), criticou as administrações republicana e democrata dos últimos 20 anos, especialmente por suas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque.
"O trabalho das Forças Armadas é aniquilar qualquer ameaça aos Estados Unidos, em qualquer lugar, a qualquer momento", insistiu.
"A teoria crítica da raça ou 'transgênero para todos' não será mais imposta a nossos bravos homens e mulheres de uniforme. Por falar nisso, nem a mais ninguém neste país", disse.
A teoria crítica da raça é a disciplina que estuda o impacto da desigualdade racial no funcionamento das instituições americanas.
D.Schlegel--VB