-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP dos EUA, onde pode ser campeão de F1
-
Arquidiocese de Nova York concorda em pagar mais de US$ 800 milhões em indenizações a vítimas de abusos sexuais
-
Lula e Bolsonaro reúnem multidões antes de duelo final nas urnas
-
Paris FC perde para Lens e deixa escapar oportunidade de assumir liderança do Francês
-
Atlético de Madrid vence Deportivo com gol de Julián Álvarez
-
Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção
-
Ronaldinho jogará pelo Ravenna na Serie C italiana no dia 15 de novembro
-
Israel desloca milhares de palestinos de Hebron após ataque mortal
-
Milhares de pessoas protestam na Itália sob forte dispositivo de segurança
-
Borussia Dortmund vence Eintracht Frankfurt e assume liderança do Alemão
-
Novos protestos sociais se espalham pela França em meio a tensões e fortes medidas de segurança
-
Kvaratskhelia voltará de lesão 'mais forte', prevê Luis Enrique
-
Houthis atacam Áden e acusam Arábia Saudita de causar 16 mortes no Iêmen
-
Infantino afirma que conta com amplo apoio para presidir a Fifa
-
City sofre 1ª derrota no Inglês e é alcançado pelo Arsenal na liderança
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos multitudinários
-
Milhares de pessoas protestam em Madri em defesa das aposentadorias
-
Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia
-
Lula e Flávio Bolsonaro vão às ruas em encerramento de campanha
-
França vive novo dia de protestos com forte contingente policial
-
Incêndio atinge antiga residência de montanha de Hitler; um suspeito é detido
Trump ataca acesso ao aborto nos EUA e no exterior
O presidente Donald Trump atacou, na sexta-feira (24), o acesso ao aborto nos Estados Unidos e no exterior, após prometer a dezenas de milhares de ativistas reunidos em Washington que protegerá os "avanços históricos" do movimento "pró-vida".
O republicano reverteu duas ordens executivas assinadas por seu antecessor, Joe Biden, que protegiam o acesso ao aborto, que o ex-presidente colocou em prática após a decisão da Suprema Corte de derrubar o direito constitucional ao procedimento em 2022.
Com seu próprio decreto, Trump também cortou o financiamento de grupos estrangeiros da sociedade civil que prestam serviços de aborto e reintegrou os Estados Unidos em uma declaração internacional que se opõe ao direito.
Um memorando da Casa Branca divulgado na sexta-feira restabeleceu a chamada Política da Cidade do México de 1984, conhecida pelos críticos como a "regra da mordaça global", que proíbe ONGs estrangeiras de usar a ajuda americana para apoiar serviços ou a defesa do aborto.
Separadamente, o governo Trump anunciou que também voltaria a participar da "Declaração do Consenso de Genebra" de 2020, na qual vários países se comprometem a "proteger a vida em todas as etapas.
Essas medidas "são ataques diretos à saúde e aos direitos humanos de milhões de pessoas em todo o mundo", reagiu Rachana Desai Martin, do Center for Reproductive Rights, em comunicado.
No mesmo dia, Trump encontrou milhares de ativistas antiaborto em Washington, na 52ª edição da Marcha pela Vida, um dia após o republicano indultar 23 ativistas antiaborto processados durante o governo Biden.
"Protegeremos os avanços históricos que alcançamos e impediremos a pressão democrata radical por um direito federal ilimitado ao aborto, até o momento do nascimento e além", disse ele em uma mensagem de vídeo gravada, enquanto visitava áreas afetadas por desastres naturais na Carolina do Norte (leste) e na Califórnia (oeste).
J.D. Vance, vice-presidente dos EUA, e Mike Johnson, presidente republicano da Câmara dos Representantes, também falaram aos manifestantes.
Membros do grupo supremacista branco americano e neonazista Patriot Front foram vistos no desfile, portando bandeiras e imagens religiosas. Aos pés do célebre obelisco da capital americana, seu líder, Thomas Rousseau, 26, ladeado por dois homens com o rosto coberto, defendeu, entre seus "princípios patrióticos", a "reabilitação da estrutura da família americana".
A presença de Rousseau não agradou a alguns manifestantes. "Ser pró-vida não significa ser pró-branco", ressaltou o professor de filosofia da Carolina do Norte Greg Stearns, 36. "Não suporto vê-los aqui, transmitem uma mensagem equivocada".
O movimento "pró-vida", como seus ativistas se autodenominam, obteve uma vitória histórica em junho de 2022, quando a Suprema Corte americana anulou a decisão "Roe v Wade", que protegia o acesso ao aborto em nível federal.
Trump costuma ressaltar que contribuiu para o fim da garantia constitucional do direito ao aborto, por ter nomeado em seu primeiro mandato três juízes conservadores para a Suprema Corte.
F.Stadler--VB