-
Club Brugge vence Lens (3-0) e emenda 2º triunfo na Champions
-
Arsenal arranca empate contra o Bayern (2-2) pela 3ª rodada da Champions
-
Com gol de Carlos Augusto, Inter de Milão sofre para vencer Shakhtar (1-0) na Champions
-
Betis vence Feyenoord (1-0) e se mantém 100% na Champions
-
Real Madrid goleia RB Leipzig (4-1) na Champions
-
Papa não vai precisar de tratamento adicional após cirurgia
-
Defesa afirma que médico acusado pela morte de Maradona foi um 'bode expiatório'
-
Especialistas da ONU pedem que Meta proteja liberdade de expressão durante eleições no Brasil
-
Petróleo e eleições, os motivos da aproximação de Trump com Putin
-
Como goleia Manchester United (4-1) na Champions com show de Nico Paz
-
Editora canadense rompe com escritor acusado de usar IA para escrever romance
-
Israel detém candidato ao Congresso dos EUA durante colheita de azeitonas na Cisjordânia
-
Onda de violência na França preocupa setor turístico
-
Dani Olmo ficará um mês afastado por lesão e vira desfalque no Barça contra Real Madrid
-
Candidato árabe nas eleições de Israel classifica uma eventual vitória de Netanyahu como 'catástrofe'
-
Por que a produção de cobre cai no Chile em meio à alta da demanda mundial?
-
Sites fora do ar em todo o mundo após falhas de segurança detectadas por IA
-
Arábia Saudita se compromete a fornecer diesel enquanto 'for necessário', diz Macron
-
Escritórios da extrema direita no Parlamento Europeu são alvos de busca
-
Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto
-
Diretor da Nvidia insta empresas europeias a apostar na IA
-
Kremlin se dispõe a retomar negociações trilaterais em novembro
-
Jogador de rúgbi que morreu antes de jogo na França foi vítima de um aneurisma
-
Justiça cubana pede até 13 anos de prisão para manifestantes
-
ONU alerta para fenômeno El Niño 'sem precedentes'
-
Nick Paley transforma medos de infância em suspense na série 'Fingida'
-
Kvaratskhelia sofre ruptura do ligamento cruzado e pode perder resto da temporada
-
França decreta toque de recolher em bairros de Paris pela terceira noite seguida
-
Escassez de água obriga cubanos a perfurar poços
-
Estudantes, professores e funcionários públicos protestam na Grécia
-
Milei irrompe na campanha eleitoral espanhola e chama Sánchez de 'ditador'
-
Mundo caminha para aquecimento de 2,6 °C neste século, alerta ONU
-
Emissário de Trump apresenta 'ideias' a Putin para acabar com conflito na Ucrânia
-
Macron denuncia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre distúrbios na França
-
Getty Images declara quebra nos EUA para reestruturar sua dívida
-
Canal do Panamá bate recorde de carga após fechamento de Ormuz
-
Boca vence Vasco (3-1) no Maracanã e vai à final da Copa Sul-Americana
-
Advogados de psicólogo e psiquiatra pedem absolvição deles em julgamento pela morte de Maradona
-
Knicks erguem bandeira de campeões após meio século de espera
-
Quase 90% dos detidos em 'guerra' contra gangues em El Salvador não foram julgados
-
Com Arias sob os holofotes, Palmeiras e Fluminense buscam vaga na final da Libertadores
-
Napoli derrota Bodo/Glimt (4-3) em casa em sua primeira vitória na Champions
-
Milhares de pessoas se mobilizam em Portugal após remoção de acampamentos por moradia
-
Atlético de Madrid empata fora de casa com Stuttgart (1-1) na Champions
Expulsão de migrantes dos EUA pode custar caro para a economia
A expulsão em massa de migrantes que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tem em vista pode ser muito prejudicial para a economia, especialmente em alguns setores que dependem dessa força de trabalho, alertam analistas.
Esse é o caso da agricultura e da construção civil, que empregam centenas de milhares de migrantes, muitos deles sem documentos.
As autoridades estimam que haja cerca de 11 milhões de imigrantes vivendo irregularmente nos Estados Unidos, a grande maioria proveniente do México.
Cerca de 8,3 milhões deles estavam trabalhando em 2022, de acordo com o Pew Research Center, o que equivale a pouco menos de 5% da força de trabalho total.
Porém, em alguns setores importantes, eles são muito mais numerosos, de acordo com o American Immigration Council (AIC).
“Os setores de construção ou agricultura perderiam pelo menos um em cada oito trabalhadores, enquanto no setor de hotelaria, um em cada 14 seria deportado devido à sua situação irregular”, estimou a organização em um relatório recente.
O efeito seria ainda mais forte em outras profissões: “Mais de 30%” entre os trabalhadores de alvenaria, telhados e pintores, e um quarto no setor de limpeza doméstica, de acordo com o relatório.
- Crescimento Econômico -
Um estudo conjunto do American Enterprise Institute (AEI), da Brookings Institution e do Niskanen Center estimou recentemente que os planos de política imigratória de Trump poderiam conter o crescimento do PIB dos EUA em até 0,4 ponto percentual até 2025.
O impacto sobre o crescimento viria principalmente do efeito direto de ter menos trabalhadores estrangeiros na produção de bens e serviços. E haveria um declínio adicional, porém menor, na produção devido ao menor consumo por parte desses grupos.
Nesse cenário, os autores do estudo afirmam que “a imigração legal ficaria um pouco abaixo de onde estava durante o governo Trump na era pré-pandemia, enquanto os esforços de aplicação e deportação atingiriam níveis não vistos nas últimas décadas”.
De acordo com suas projeções, 3,2 milhões de pessoas seriam deportadas durante o mandato de Trump e a migração líquida (entradas versus saídas) cairia de 3,3 milhões em 2024 para -740.000 em 2025, impulsionada por um aumento acentuado nas saídas voluntárias.
Em um cenário mais extremo, que os analistas dizem ser improvável, o impacto sobre o crescimento poderia ser pior.
Um estudo recente do Peterson Institute for International Economics simulou o impacto da expulsão dos 8,3 milhões de imigrantes irregulares nos EUA.
Eles estimaram que o crescimento econômico até 2028 poderia ser 7,4% menor do que as estimativas de linha de base, “o que significa crescimento econômico zero nos EUA durante o segundo mandato de Trump apenas por causa dessa política”.
Ao mesmo tempo, a inflação poderia ser 3,5 pontos percentuais mais alta em 2026, já que os recrutadores aumentariam os salários para atrair trabalhadores dos EUA.
Mesmo em um cenário menos radical, as deportações em massa pressionariam os preços para cima, alertam os analistas.
Os planos de Trump “podem levar a aumentos acentuados em setores específicos da economia, mas também da inflação”, disse à AFP Michael Strain, diretor de pesquisa econômica da AEI.
Os economistas da Pantheon Macroeconomics, no entanto, acreditam que os efeitos agregados sobre a inflação provavelmente serão moderados, “com a pressão de alta em setores como agricultura e construção parcialmente compensada pela demanda mais fraca em geral e pela desaceleração da inflação em outras áreas, como habitação”.
- Obstáculos -
A maioria dos analistas acredita que as dificuldades legais, financeiras e logísticas acabarão por suavizar as propostas mais extremas, como aconteceu durante o primeiro mandato de Trump. O resultado final seria um declínio modesto na imigração no próximo ano em comparação com o período pré-pandêmico, segundo eles.
“Esperamos que uma política mais rígida reduza a imigração líquida para 750.000 (pessoas) por ano, moderadamente abaixo da média pré-pandêmica de 1 (milhão) por ano”, escreveram os economistas do Goldman Sachs em uma nota aos investidores.
“Somos céticos quanto ao fato de que o tipo de expulsão anunciado na campanha realmente acontecerá”, disse Ryan Sweet, economista-chefe da Oxford Economics.
C.Kreuzer--VB