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OCDE reduz previsão de crescimento global e alerta para risco do conflito Israel-Hamas
A economia mundial corre riscos "significativos" se o atual conflito entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas persistir, alertou nesta quarta-feira (29) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), que reduziu sua previsão de crescimento global, a 2,9%, para 2023.
"Caso o conflito se intensifique e se propague por toda a região (do Oriente Médio), os riscos de desaceleração da economia e de aumento da inflação seriam muito mais significativos", afirmou a instituição com sede em Paris em suas previsões econômicas atualizadas.
Uma das principais consequências pode ser o aumento dos preços do petróleo e do gás: uma alta de 10 dólares no preço do barril poderá implicar um avanço de 0,2 ponto da inflação mundial no primeiro ano e uma queda de 0,1 pontos do crescimento, destaca a OCDE.
Até o momento, os efeitos da guerra são "relativamente limitados", acrescenta a organização, que reduziu em 0,1 ponto percentual, a 2,9% do PIB, a previsão anterior de crescimento mundial, mas mantém a projeção de 2,7% para 2024.
Clare Lombardelli, economista chefe da OCDE, afirmou que os fatores que pesam atualmente sobre a atividade são "o endurecimento das condições financeiras, a fragilidade do comércio e a queda do nível de confiança".
O crescimento é desigual em 2023, muito mais forte nos Estados Unidos (2,4% do PIB) ou em economias emergentes como Brasil (3%), Índia (6,3%) ou China (5,2%) que na Europa: 0,5% no Reino Unido e 0,6% para a zona do euro.
Entre as principais economias europeias, a Espanha tem destaque com a previsão de crescimento de 2,4% para este ano, à frente de França (0,9%), Itália (0,7%) e Alemanha (-0,1%).
Das economias latino-americanas incluídas nas previsões, a Costa Rica tem a maior projeção de crescimento para 2023, com 5,1%, seguida por México (3,4%), Brasil, Colômbia (1,2%), Chile (0,0%), Peru (0,0%) e Argentina, que deve registrar contração de 1,8%.
A inflação deve cair de 7,4% nos países da OCDE este ano para 5,3% em 2024. Na Argentina, o índice deve subir de 124% em 2023 para 157,1% no próximo ano, antes de cair para 62,4% em 2025.
M.Schneider--VB