-
As principais mudanças de postura de Trump após suas ameaças contra o Irã
-
Sabalenka defende posto de número 1 do mundo no WTA 1000 de Toronto
-
Zverev mantém cautela em relação aos torneios Masters 1000 de 12 dias
-
Chelsea anuncia contratação do argentino Valentín Barco
-
Tenista russa Kristina Liutova, de 16 anos, é campeã do WTA 250 de Memphis
-
Famílias marroquinas continuam sem notícias de entes queridos que foram para Ceuta
-
Irã diz estar perto de acordo com Omã sobre Ormuz
-
Lula oficializa candidatura à reeleição e buscará um último mandato
-
Infantino vai do céu ao inferno em apenas duas semanas
-
Dois pilotos morrem em colisão de helicópteros que combatiam incêndios na Grécia
-
MP do Peru investiga acidente de avião de pequeno porte perto das Linhas de Nazca
-
Lula oficializa candidatura à reeleição
-
Kolo Muani deixa PSG e é contratado em definitivo pela Juventus
-
PSG anuncia transferência em definitivo de Kolo Muani à Juventus
-
Real Madrid comemora 'boa notícia' da retirada do plano comercial da Fifa
-
Francês Arthur Gea vence Shapovalov e é campeão do ATP 250 de Los Cabos
-
'A queda em desgraça mais rápida', diz ex-diretor do COI sobre Infantino
-
Técnico do Tottenham coloca continuidade de Richarlison no clube em dúvida
-
Grécia combate vários incêndios
-
Energia elétrica retorna a Havana e oeste de Cuba após falha na rede
-
Lula busca reeleição sob a sombra de Trump
-
Lula, a figura central da esquerda em uma corrida contra o tempo
-
Trump afirma que EUA e Israel adiarão ataques contra o Irã
-
Opep+ aumenta cota de produção de petróleo em 188 mil barris por dia
-
Ao menos 72 migrantes morreram durante tentativa de entrar em Ceuta
-
Equipes de resgate encontram corpo do alpinista Nirmal Purja
-
Grécia enfrenta vários incêndios
-
Incêndio em balsa na Indonésia deixa 5 mortos e 41 desaparecidos
-
Ao menos 72 migrantes morreram ao tentar entrar em Ceuta
Economia mundial continua forte apesar de desigualdades regionais, diz economista-chefe do FMI
A economia mundial permanece sólida apesar das turbulências persistentes, mas a evolução de várias economias avançadas é desigual e algumas importantes, como a China, mostram sinais de desaceleração, alertou à AFP o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Pierre-Olivier Gourinchas.
Pergunta: O relatório anual das previsões do FMI sinaliza as desigualdades entre Estados Unidos, que atualmente têm um melhor rendimento, e os países europeus. Quais são as razões, para além das preocupações energéticas recentes?
Resposta: As consequências da invasão russa da Ucrânia no mercado energético são essenciais. A Europa é uma importadora líquida de energia: quando os preços sobem, tem que pagar mais, o que a torna mais pobre. Pelo contrário, para os Estados Unidos não importa: quando os preços sobem, ficam mais ricos.
A segunda razão se dá ao consumo americano, que tem se mostrado resiliente. As famílias economizaram durante a pandemia, mas na Europa ainda não começaram a utilizá-lo, ao contrário das famílias americanas, que apoiaram a atividade.
Por último, observamos algumas diferenças na transmissão da política monetária à economia real. As taxas em ambas as regiões aumentaram acentuadamente, mas nos Estados Unidos, os empréstimos imobiliários, por exemplo, têm taxa fixa. Assim, aqueles que foram assinados antes do aumento das alíquotas não foram afetados.
Simultaneamente, a política orçamentária na Europa retornou a níveis mais neutros, enquanto nos Estados Unidos o déficit público continua sendo significativo, o que no final, de certa forma, apoia o crescimento.
P: Na Europa, a situação da economia alemã chama a atenção, o FMI também prevê uma recessão de 0,5% para este ano. Há motivos para preocupação a longo prazo?
R: A situação atual da economia alemã é resultado da combinação de duas forças muito poderosas. Uma delas corresponde ao [impacto] das preocupações energéticas em uma indústria manufatureira que consome muito energia e, até agora, muito dependente do fornecimento da Rússia. Este foi um enorme choque para a economia alemã. A segunda é o ajuste da política monetária, que tem impacto no custo de vida e no poder de compra das famílias. Assim, observamos um consumo bastante fraco, e o mesmo acontece com os investimentos. A isto soma-se uma transferência de despesas, de bens para serviços, e, sobretudo, no turismo. Após um pico na demanda por bens, assistimos a um reequilíbrio que não favorece a economia alemã.
Mas continua sendo uma economia com muitos recursos, com margem a nível orçamentário, capacidade de adaptação, um formidável poder industrial e tecnológico e uma mão-de-obra qualificada. No que nos diz respeito, não há com o que se preocupar.
P: Vocês revisaram em baixa as suas previsões de crescimento para a China, com a crise no setor imobiliário pesando sobre a atividade como um todo. Deveria o governo chinês fazer mais para evitar que a crise se instalasse?
R: Em efeito, revisamos nossas previsões, em grande parte por conta da crise do setor imobiliário, que poderá prejudicar ainda mais a economia chinesa se nada for feito. O setor representa uma parte importante da atividade na China, os bancos podem começar a se preocupar com a sua solidez financeira, uma vez que os corretores têm em mãos inúmeras casas para as quais não conseguem encontrar compradores e que não conseguem finalizar, isso pode levar a um problema de liquidez. Isso também representa um problema para os governos locais, uma vez que o setor gera uma parte importante das suas receitas através da venda de terrenos.
Do nosso ponto de vista, isso requer uma ação em grande escala e muito vigorosa por parte do governo, para devolver a confiança ao setor, garantir a estabilidade financeira e empregar os corretores em dificuldades. Assim, talvez o setor possa se recuperar, mas será necessário um certo número de ajustes.
R.Fischer--VB