-
Corinthians aposta em Lingard para tentar garantir classificação antecipada na Libertadores
-
Exército dos EUA diz estar preparado para retomar combates contra Irã se receber ordem para isso
-
Cruzeiro irá para as Ilhas Canárias após retirar três casos suspeitos de hantavírus
-
Trump diz perante grupo de crianças que faz exercícios 'um minuto por dia'
-
Morre José 'Piculín' Ortiz, lenda do basquete porto-riquenho
-
Edin Terzic é o novo técnico do Athletic Bilbao
-
Estêvão volta ao Brasil para tratar lesão com objetivo de ir à Copa do Mundo
-
Lula pode se reunir com Trump em Washington na quinta-feira
-
Molière volta aos palcos graças a peça criada com IA
-
Sabalenka se diz disposta a boicotar Grand Slams para exigir melhor divisão de receitas
-
Fifa convida federação iraniana a Zurique para 'preparar' Copa do Mundo
-
Febre K-pop: fãs aguardam ansiosos a chegada do BTS no México
-
Cruzeiro com hantavírus procura porto e OMS aponta para Espanha
-
Israel prolonga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino
-
Califórnia nas mãos de um republicano? Divisão entre democratas pode abrir caminho
-
Paraíso sob terror: violência assola destino turístico da Colômbia
-
Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana
-
Ex-modelo acusa caça-talentos francês de recrutá-la para Epstein
-
Ucrânia denuncia 'cinismo absoluto' da Rússia por ataques antes da trégua
-
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos na Colômbia
-
Rússia decreta trégua em 8 e 9 de maio, e Ucrânia anuncia seu próprio cessar-fogo a partir de 4ª feira
-
Suposto surto de hantavírus deixa cerca de 150 pessoas presas em cruzeiro em Cabo Verde
-
Suspeito de iniciar incêndio em Los Angeles ressentia os ricos, dizem promotores
-
Blake Lively e Justin Baldoni chegam a acordo para encerrar longa batalha judicial
-
Prêmios Pulitzer reconhecem cobertura sobre governo Trump
-
Avião cai em prédio e deixa três mortos em Belo Horizonte
-
Hostilidades aumentam no Golfo com início de operação dos EUA em Ormuz
-
City empata com Everton e Arsenal passa a depender só de si pelo título inglês
-
Amazon disponibiliza rede de logística para qualquer empresa
-
Dolly Parton cancela residência em Las Vegas para cuidados médicos
-
Cofundador da OpenAI depõe em julgamento iniciado por Musk
-
Santos abre sindicância sobre incidente entre Neymar e Robinho Jr.
-
Netflix anuncia estreia mundial nos cinemas de 'Nárnia' em 2027
-
'É um sonho ter a chance de disputar uma final de Champions', diz Arteta
-
Palmeiras visita Sporting Cristal em confronto direto por liderança do grupo na Libertadores
-
Suposto surto de hantavírus deixa quase 150 pessoas presas em cruzeiro em Cabo Verde
-
Neymar esgota ingressos no Paraguai em jogo da Sul-Americana crucial para o Santos
-
Avião cai em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte
-
Ricos e famosos se preparam para o Met Gala, a influente data da moda
-
Britney Spears admite direção imprudente em acordo com a Justiça
-
Demi Moore, Chloé Zhao e Stellan Skarsgard estão entre jurados de Cannes
-
Guerrilha ELN propõe retomar negociações de paz com o próximo governo da Colômbia
-
Orlando Magic demite técnico Jamahl Mosley após eliminação nos playoffs da NBA
-
Papa Leão XIV receberá Marco Rubio na quinta-feira, anuncia Vaticano
-
Irã dispara mísseis como 'advertência' contra navios militares dos EUA
-
Ex-ministro espanhol nega corrupção em julgamento por compra de máscaras na pandemia
-
Chelsea perde em casa para Nottingham Forest e segue em queda livre no Inglês
-
Atropelamento na Alemanha deixa dois mortos
-
Suprema Corte dos EUA restabelece temporariamente acesso à pílula abortiva por correio
-
Ataque russo deixa nove mortos na Ucrânia
Eduardo Bolsonaro, agente 'provocador' no centro da disputa EUA-Brasil
Preparado para a política por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) abraça abertamente, dos Estados Unidos, seu papel de instigador do ataque tarifário de Donald Trump ao Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o acusou de "trair" os brasileiros.
Mas Eduardo, de 41 anos, diz agir para derrubar a "tirania" do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável pelo julgamento do ex-presidente (2019-2022) por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Disposto a tudo para salvar seu pai de uma eventual condenação, o terceiro filho do clã Bolsonaro licenciou-se de seu cargo como deputado e radicou-se desde março nos Estados Unidos, onde busca apoio do governo do presidente Trump para pressionar as autoridades brasileiras.
Em solo americano, o "03" - como foi apelidado por seu pai - faz campanha junto à Casa Branca ao lado do influenciador Paulo Figueiredo, neto do último general presidente do Brasil da ditadura militar, terminada em 1985.
Seu lobby rendeu frutos: sob o argumento de que Jair Bolsonaro é vítima de uma "caça às bruxas", Trump impôs em 30 de julho tarifas punitivas de 50% à maior parte das exportações brasileiras. As tarifas entram em vigor nesta quarta-feira, 6 de agosto.
Mas o que Eduardo Bolsonaro - que não respondeu aos pedidos de entrevista da AFP - comemorou como um "marco histórico" foram as sanções econômicas impostas no mesmo dia pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra Moraes.
Essas medidas, no entanto, não impediram que o influente ministro do STF ordenasse, em 4 de agosto, a prisão domiciliar do ex-presidente.
"Psicopata descontrolado", reagiu Eduardo Bolsonaro.
- "Provocador" -
O deputado já está sob investigação por supostamente tentar pressionar Moraes e outros ministros.
Usuário intenso das redes sociais, Eduardo Bolsonaro metralha qualquer esforço de negociação comercial com Trump.
Ele indica um único remédio: a aprovação pelo Congresso brasileiro de uma anistia que, segundo seus detratores, livraria do cerco judicial seu pai, já inelegível até 2030.
"É 100% vitória ou 100% derrota", disse à CNN Brasil.
Um ex-assessor técnico do governo Bolsonaro define o deputado como uma pessoa "provocadora", que "fala aquilo que dá vontade sem necessariamente muito conhecimento dos assuntos". Pretende "chamar a atenção, fazer barulho, mesmo que isso prejudique relações importantes para o Brasil", disse à AFP, sob a condição do anonimato.
Mas muitos de seus seguidores nas redes sociais o veem como um "herói".
Nem mesmo aliados de peso de seu pai, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado um forte candidato da direita às eleições de 2026, escapam de seus sermões e ameaças.
- "Seguir" o pai -
Desenvolto na fala e de porte atlético - mede 1,87 m -, Eduardo entrou cedo para a política, assim como seus irmãos Flávio, senador, Carlos e Jair Renan, vereadores.
Instado pelo pai, este advogado entrou para a Câmara Baixa aos 30 anos, em 2015. Foi reeleito em 2018 com mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo, um recorde para um deputado federal.
Já naquele ano mostrou um tom desafiador aos ministros do Supremo, ao dizer que bastariam "um soldado e um cabo" para fechar o STF.
No Congresso, prometeu "seguir o ritmo" das políticas do ex-presidente e abraçou o discurso anticomunista, a paixão por armas e o negacionismo climático do "guru" do bolsonarismo, o filósofo Olavo de Carvalho, já falecido.
Jair Bolsonaro considerou designá-lo embaixador em Washington: elogiou sua "experiência internacional" e lembrou que seu filho preparou hambúrgueres durante um intercâmbio no Maine, no nordeste dos Estados Unidos.
A ofensiva americana contra o Brasil reflete os bons laços de Eduardo Bolsonaro com o trumpismo e, além disso, com a extrema direita internacional.
Em março do ano passado, ele jantou com Trump no resort de Mar-a-Lago, na Flórida, para onde voltou na noite da vitória eleitoral do magnata republicano em 2024.
Casado e pai de dois filhos pequenos, o deputado Bolsonaro diz estar "pronto" para disputar a Presidência em 2026, se o pai lhe confiar a "missão".
Será uma corrida de obstáculos, segundo o cientista político Leandro Gabiati, da consultoria Dominium: a estratégia "heterodoxa" do terceiro filho de Bolsonaro gerou "um desgaste importante" com "o setor empresarial e dentro da própria direita".
Além disso, o especialista disse à AFP que "tudo indica que seria preso" caso decidisse voltar ao Brasil.
C.Bruderer--VB