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Estrelas do cinema, de Richard Gere a Almodóvar, denunciam "silêncio" diante do "genocídio" em Gaza
Várias estrelas do cinema mundial, entre elas Pedro Almodóvar, Susan Sarandon e Richard Gere, denunciam o "silêncio" do mundo da cultura diante do "genocídio" em Gaza, em uma declaração publicada na edição de terça-feira (13) do jornal francês Libération, coincidindo com a abertura do Festival de Cannes.
"Nós, artistas e atores/atrizes do âmbito cultural, não podemos permanecer em silêncio enquanto se realiza um genocídio em Gaza", afirmam os cerca de 380 signatários desse texto, que presta homenagem a Fatima Hassouna, fotojornalista falecida em um bombardeio israelense em meados de abril e protagonista de um documentário programado em Cannes.
O manifesto será publicado em versão impressa na mesma manhã da abertura do maior festival de cinema do mundo, uma cerimônia que será marcada pela entrega da Palma de Ouro honorária a Robert De Niro, lenda do cinema e declarado opositor do presidente americano, Donald Trump.
Dois cineastas premiados com a Palma de Ouro, Justine Triet e Ruben Östlund, assim como numerosos atores e atrizes (Javier Bardem, Ralph Fiennes, etc.) assinam o texto.
"De que serve nossa profissão, senão para aprender com a História, com filmes engajados, se não estamos presentes para proteger as vozes oprimidas?", perguntam os signatários, que pedem ação "em nome de todas aquelas pessoas que morrem na indiferença".
"O cinema deve carregar suas mensagens", escrevem.
Segundo um dos coletivos que originaram o manifesto, consultado pela AFP, a presidente do júri de Cannes, a atriz Juliette Binoche, inicialmente fazia parte dos signatários, mas no final seu nome não aparece na versão publicada na imprensa.
G.Haefliger--VB