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Trump pede à Suprema Corte que aprove construção de salão de baile na Casa Branca
O governo do presidente Donald Trump fez um apelo à Suprema Corte para desbloquear a construção de um salão de baile monumental na Casa Branca, um projeto que o mandatário defende com veemência.
No pedido apresentado à Suprema Corte, de maioria conservadora, o Departamento de Justiça pede que seja revogada a suspensão da construção, ordenada em 7 de agosto por um tribunal federal de apelações.
Em vez de uma simples área de recepção, o documento cita um "complexo militar integrado, que inclui um salão de baile totalmente seguro".
O governo argumenta, ainda, que o enorme projeto de construção já está 65% concluído e que deixá-lo em seu estado atual, exposto a intempéries, seria prejudicial para a estética.
O tribunal de apelações indicou que a suspensão da construção "não tinha nada a ver" com os méritos do projeto em si, mas decidiu que o presidente deveria ter solicitado a aprovação do Congresso. O magnata republicano qualificou essa decisão como uma "vergonha nacional".
Em outubro, Trump ordenou a demolição de uma ala inteira da Casa Branca para construir um salão de baile, alegando a necessidade de realizar recepções e jantares para dignitários estrangeiros de forma adequada.
Diante da indignação de seus opositores e das reservas de alguns de seus partidários, seu argumento evoluiu.
Agora, enfatiza o aspecto de segurança do projeto, reiterando que o edifício abrigará sistemas de defesa, como drones, que protegerão toda a capital.
O orçamento projetado, financiado integralmente com doações privadas, afirmou Trump, aumentou de 200 milhões para 400 milhões de dólares (R$ 2 bilhões, na cotação atual).
O presidente tem impulsionado numerosos projetos de construção e renovação em Washington D.C., onde busca deixar sua marca.
A oposição democrata o acusa de ser movido pela vaidade e de desperdiçar dinheiro público.
Segundo o jornal Washington Post, as reformas realizadas na Casa Branca pelo ex-promotor imobiliário custaram pelo menos 900 milhões de dólares (R$ 4,7 bilhões).
R.Fischer--VB