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Bolívia lança plano para conter expansão de grupos criminosos do Brasil
A Bolívia lançou nesta quinta-feira, na cidade de Guayaramerín, um plano de segurança fronteiriço para combater o narcotráfico em seu território, diante da expansão de grupos criminosos brasileiros.
Segundo autoridades, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) disputam o controle de corredores para traficar cocaína, o que gerou uma onda de crimes em áreas de fronteira da Bolívia. O governo atribui a esses grupos uma série de 10 assassinatos cometidos por pistoleiros nas últimas semanas, um fato incomum no país, de 11,3 milhões de habitantes.
O plano Fronteiras Seguras inclui o aumento da presença policial nas fronteiras do país, segundo um documento compartilhado pelo Ministério de Governo boliviano com a AFP. Ele também contempla uma "troca tática de inteligência" com a Polícia Federal brasileira e cooperação recíproca para a captura de criminosos que cruzarem as fronteiras.
Deve-se "fortalecer entre instâncias nacionais, neste caso também com o Brasil, uma relação estreita, para que nossas sociedades estejam mais seguras", disse o presidente Rodrigo Paz no lançamento do plano, na pequena cidade fronteiriça de Guayaramerín.
Juntamente com outras localidades, o Ministério de Governo considera Guayaramerín, que vive do comércio com o Brasil, uma espécie de "refúgio" para grupos criminosos, onde eles compram imóveis e fixam seus membros. O presidente afirmou que vai promover uma cooperação semelhante com os outros países vizinhos.
Segundo dados do governo, desde que Paz assumiu o cargo, em novembro de 2025, 17 líderes de organizações criminosas internacionais foram presos e expulsos do país.
A Bolívia é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, atrás da Colômbia e do Peru, segundo a ONU. O país compartilha com o Brasil uma fronteira de 3.400 km.
C.Stoecklin--VB