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Três pessoas morrem em ataque a tiros em mesquita nos EUA; dois suspeitos encontrados sem vida
Três pessoas morreram em um ataque a tiros no Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia, após o qual dois supostos atiradores foram encontrados sem vida com aparentes ferimentos autoinfligidos, em um incidente que a polícia investiga como crime de ódio.
"Três adultos perderam suas vidas no ato de violência sem sentido de hoje", disse em uma coletiva de imprensa Mark Remily, responsável do FBI na cidade costeira do sul da Califórnia.
"Sabemos que os dois adolescentes responsáveis também morreram", acrescentou.
As autoridades se recusaram a aprofundar detalhes e não revelaram a identidade das vítimas, mas afirmaram que investigam o ataque à mesquita como um crime de ódio.
"Definitivamente houve retórica de ódio", afirmou o chefe da polícia local, Scott Wahl.
A polícia foi ao Centro Islâmico de San Diego após receber uma chamada de emergência pouco antes do meio-dia.
"Quando os policiais chegaram à cena, encontraram os três indivíduos mortos", disse Wahl.
Uma das vítimas era o segurança do recinto religioso, que as autoridades acreditam ter "agido de forma heroica e sem dúvida salvado vidas".
Wahl explicou que, quando receberam a chamada de emergência, a polícia procurava um adolescente cuja mãe denunciou que ele havia se equipado com várias armas e teria fugido em um veículo junto com um acompanhante.
A mulher teria relatado que seu filho tinha impulsos suicidas e que os jovens, de 17 e 18 anos, vestiam roupas camufladas.
"As informações adicionais nos fizeram acreditar que havia uma ameaça maior que precisávamos considerar", disse Wahl, esclarecendo que até aquele momento não havia uma menção concreta ao complexo islâmico, alvo do ataque.
- "Intolerância religiosa" -
O imã Taha Hassane, responsável pelo centro, disse que a comunidade 'está de luto".
"Isso é algo que jamais esperávamos que acontecesse, mas ao mesmo tempo, a intolerância religiosa e o ódio que infelizmente existem em nossa nação não têm precedentes", comentou.
"Todos nós somos responsáveis, qualquer que seja a posição que ocupemos", acrescentou.
A mesquita, afirmou, "é uma casa de oração, não um campo de batalha".
Após a chamada de emergência, dezenas de viaturas policiais estacionaram em uma rodovia perto do Centro Islâmico de San Diego, descrito em seu site como a maior mesquita do condado. Várias dezenas de agentes fortemente armados cercavam o local, segundo mostraram as primeiras imagens divulgadas pelos meios de comunicação locais.
Pouco depois das 13h locais, a polícia de San Diego informou no X que havia "neutralizado" a ameaça no centro religioso.
Do lado de fora do centro islâmico, a polícia encontrou um veículo no meio da rua dentro do qual estavam os supostos atiradores sem vida.
"Neste momento, tudo indica que os suspeitos morreram por ferimentos de bala autoinfligidos. Nenhum agente disparou sua arma", disse mais cedo Wahl.
O presidente Donald Trump classificou o tiroteio como uma "situação terrível".
"Recebi alguns relatórios preliminares, mas vamos voltar a isso e analisá-lo muito profundamente", disse a jornalistas.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse no X que o estado "não tolerará atos de terror ou intimidação contra comunidades religiosas".
"Os fiéis em todos os lugares não deveriam temer por suas vidas", acrescentou.
O prefeito de San Diego, Todd Gloria, informou que a polícia local reforçará sua presença ao redor dos locais de culto para "evitar o pior". "Hoje não conseguimos alcançar esse objetivo", afirmou.
B.Baumann--VB