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Homem mata a tiros seis pessoas em Kiev antes de ser abatido
Seis pessoas morreram e mais de uma dezena ficaram feridas neste sábado (18) em Kiev depois que um homem abriu fogo na rua e, em seguida, em um supermercado onde se barricou antes de ser morto, segundo as autoridades ucranianas.
O procurador-geral Ruslan Kravchenko afirmou que o suspeito começou a atirar na rua de um grande bairro residencial na margem direita da capital, "após o que se barricou no interior de um supermercado e fez reféns".
"O agressor foi abatido. Ele tinha reféns e, infelizmente, matou um deles. Matou quatro pessoas diretamente na rua. Outra mulher morreu no hospital devido aos ferimentos graves", declarou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
"Foram resgatados quatro reféns. Por enquanto sabemos que 14 pessoas ficaram feridas", acrescentou o mandatário, que enviou condolências às famílias das vítimas.
Uma jornalista da AFP presente no local viu agentes colocarem uma marca diante de uma porta de vidro na qual eram visíveis manchas de sangue. Um dos vidros da loja estava quebrado ao redor do impacto de uma bala.
- "Corram!" -
Uma funcionária do supermercado, Tetiana, disse à AFP que ouviu ruídos "na loja, como se garrafas de champanhe fossem abertas ou balões estourassem várias vezes". "Então os clientes começaram a gritar: 'Corram!'", contou.
"Há um lugar onde você pode se esconder atrás dos freezers, e corremos para lá. Ouvi um homem gemer", relatou, com a voz trêmula.
O ministro do Interior, Igor Klimenko, explicou que o confronto entre o atirador e os negociadores da polícia dentro do supermercado durou cerca de 40 minutos.
"Tentamos persuadi-lo. Ao percebermos que provavelmente havia uma pessoa ferida lá dentro, nos oferecemos para levar torniquetes para conter a hemorragia (...) Mas ele não respondeu", declarou o ministro no local do incidente.
"Por isso foi dada a ordem de eliminá-lo", acrescentou Klimenko, explicando que o atirador havia matado um dos reféns.
- "Forma caótica" -
Um vídeo publicado nas redes sociais, que a AFP não pôde verificar, mostra um homem vestido com roupas civis caminhando lentamente pela rua e apontando um rifle contra transeuntes.
Ele se comportava "de forma caótica, aproximando-se de cada pessoa", descreveu Klimenko, indicando que, por enquanto, seus motivos são desconhecidos.
Segundo as autoridades, o homem também é suspeito de ter incendiado seu apartamento em um prédio muito próximo ao supermercado.
"Liguei para os bombeiros assim que vi fumaça saindo do apartamento", contou à AFP Liubim Gleievii, de 24 anos, que mora no andar imediatamente acima.
Segundo Ganna Kulik, outra vizinha que afirmou à AFP ter reconhecido o homem nas imagens compartilhadas na internet, ele falava muito pouco e vivia naquele apartamento "há dez anos".
A promotoria indicou que abriu uma investigação por ato terrorista e que o suspeito era "um homem nascido em 1968 que utilizou uma arma de fogo registrada".
Anteriormente, havia informado que o homem nasceu em Moscou.
"Por enquanto não há confirmação de que ele tivesse cidadania russa", declarou à AFP a porta-voz do Ministério do Interior, Mariana Reva.
Após mais de quatro anos de guerra contra a Rússia, a Ucrânia tem registrado incidentes esporádicos com armas de fogo, mas apresenta uma baixa taxa de criminalidade.
No ano passado, um homem matou a tiros duas pessoas em um subúrbio de Kiev durante uma disputa pela venda de uma arma de fogo.
H.Kuenzler--VB