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Loja maçônica na França no centro de julgamento por assassinato
Vinte e duas pessoas estão sendo julgadas na França nesta segunda-feira (30) por assassinato e outros crimes graves relacionados a membros de uma loja maçônica, que são acusados de comandar esquadrões de assassinos de aluguel.
Entre os julgados, treze dos quais enfrentam pena de prisão perpétua, há quatro militares do serviço de inteligência externa da França (DGSE), dois policiais, um ex-agente de inteligência interna aposentado, um segurança e dois empresários.
Eles são acusados do assassinato de um piloto de corridas, da tentativa de assassinato de uma coach empresarial e de um sindicalista, além de agressão com agravantes e de associação criminosa em nome de uma rede mafiosa dentro da antiga loja maçônica Athanor, no subúrbio parisiense de Puteaux.
A maioria dos maçons no banco dos réus, com idades entre 30 e 73 anos, não tem antecedentes criminais.
O caso ocorreu após uma tentativa de assassinato em julho de 2020, quando dois militares foram detidos na posse de armas perto da residência de uma coach empresarial.
Durante os interrogatórios, afirmaram que acreditavam ter recebido a ordem de assassiná-la em nome do Estado francês, com o argumento de que ela trabalhava para a agência de espionagem israelense Mossad.
O líder do grupo de assassinos de aluguel admitiu, sob custódia policial, que ele ou seus associados cometeram a maioria das agressões, roubos e assassinatos da máfia de Athanor, incluindo o homicídio de um piloto de corridas.
Com o tempo, os crimes ordenados pela máfia maçônica passaram de vinganças menores a homicídios, segundo a investigação.
"Minha cliente acha assustador que as figuras centrais neste caso — policiais, ex-agentes da DGSI e maçons — sejam precisamente as pessoas que se supõe que deveriam agir pelo bem da sociedade", declarou Jean William Vezinet, advogado da coach empresarial.
Espera-se que o julgamento dure pelo menos três meses.
R.Fischer--VB