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Dez momentos importantes do papado de Francisco
Das imagens impactantes do papa rezando sozinho na Praça de São Pedro durante a pandemia do coronavírus às fotos que o mostram lavando os pés de jovens presidiários, seguem alguns dos destaques do pontificado de Francisco.
13 de março de 2013: Jorge se torna Francisco
Primeira aparição pública do argentino Jorge Mario Bergoglio após sua eleição. Vestido com uma batina branca simples, sem ornamentos, o papa se curva e pede às dezenas de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro que rezem por ele, marcando uma mudança de estilo desde o início.
28 de março de 2013: lava os pés de presidiários
Dias após sua eleição, o papa surpreendeu a todos com uma missa na Quinta-feira Santa em uma penitenciária. Rompendo com a tradição, lava os pés de 12 jovens detidos, incluindo duas meninas, uma cristã e uma muçulmana, em um gesto inédito.
8 de julho de 2013: Lampedusa e migrantes em sua primeira viagem
Em outra decisão inesperada, Francisco escolheu a pequena ilha italiana de Lampedusa, na costa da Tunísia e símbolo da chegada em massa de migrantes, como destino de sua primeira viagem como papa.
De um barco, lança flores no Mar Mediterrâneo para lembrar os migrantes que morreram em suas águas. Desde então, continuou defendendo os refugiados que fogem da guerra e da pobreza.
22 de dezembro de 2014: as 15 doenças da Cúria
Durante sua mensagem de Natal à Cúria Romana, o governo central da Santa Sé, o papa lista as 15 doenças que, em sua opinião, corroem o alto clero.
Diante de uma plateia atônita de prelados, menciona o "Alzheimer espiritual", a rivalidade e a ostentação, o "terrorismo da fofoca" e o "exibicionismo mundano".
Reformar a Cúria era uma das prioridades de Francisco, que nunca apreciou os círculos fechados da burocracia vaticana.
12 de fevereiro de 2016: aperto de mão histórico com o patriarca Kirill
O papa Francisco e o patriarca Kirill trocaram um aperto de mão histórico no primeiro encontro entre os principais líderes cristãos do Oriente e do Ocidente desde o cisma de 1054.
Apesar dessa reaproximação, a guerra na Ucrânia esfriou significativamente as relações com o patriarca ortodoxo russo, muito próximo do presidente Vladimir Putin.
27 de março de 2020: enfrentando a pandemia sozinho
Em meio à pandemia de covid-19, que atingiu duramente a Itália, Francisco celebra a bênção "Urbi et Orbi" na Praça de São Pedro, chuvosa e deserta devido ao confinamento.
A imagem do papa solitário rodou o mundo como símbolo da crise sanitária que esvaziou as ruas do planeta.
6 de março de 2021: encontro com um líder xiita no Iraque
Durante uma viagem ao Iraque sob forte esquema de segurança, o papa se reúne privativamente com o aiatolá Ali Al Sistani, uma das principais autoridades do islamismo xiita.
Durante suas várias viagens a países de maioria muçulmana, Francisco multiplicou seus gestos a seus "irmãos e irmãs" e chegou a assinar um documento sobre fraternidade em 2019 com o imã de Al Azhar, a mais alta autoridade do islamismo sunita.
Julho de 2022: pedido de desculpas no Canadá
Durante uma "peregrinação de penitência" ao Canadá, o papa pede perdão pelo papel da Igreja Católica na violência sobre internatos estudantis para crianças indígenas americanas, onde pelo menos 6.000 delas morreram entre o final do século XIX e a década de 1990.
O pontífice multiplicou seus gestos simbólicos, beijando os sobreviventes e vestindo um tradicional cocar indígena.
8 de dezembro de 2022: lágrimas pela Ucrânia
Durante as festividades pela Imaculada Conceição, o papa não consegue conter as lágrimas ao mencionar a "Ucrânia martirizada", dez meses após o início da invasão russa.
Francisco lê seu discurso na Praça da Espanha, em Roma. De repente, ele o interrompe, tomado pela emoção, e permanece em silêncio por alguns segundos, antes de retomar a leitura sob os aplausos do público.
5 de janeiro de 2023: caixão de Bento XVI é abençoado
Aos pés da Basílica de São Pedro envolta em neblina, Bergoglio preside a missa de funeral do papa emérito Bento XVI, que morreu aos 95 anos, encerrando assim uma coabitação sem precedentes entre os dois pontífices.
O teólogo alemão, que passou seus últimos anos aposentado em um mosteiro dentro do Vaticano, conseguiu ofuscar seu sucessor e até inspirou um filme de Hollywood, "Dois Papas".
T.Ziegler--VB