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O que Bukele busca com a prisão midiática dos 261 deportados por Trump?
Com mãos e pés acorrentados, ajoelhados, empurrados por policiais e soldados fortemente armados: em uma exibição impressionante, El Salvador recebeu 261 supostos criminosos deportados pelos Estados Unidos.
O que o presidente Nayib Bukele busca ao prendê-los em sua megaprisão?
- Golpe midiático -
Três aviões aterrissaram no domingo em El Salvador com 238 venezuelanos, supostos membros da organização criminosa Tren de Aragua, e 23 supostos integrantes salvadorenhos da gangue Mara Salvatrucha (MS-13).
Um vídeo de três minutos com trilha sonora de filme de ação, divulgado pela presidência, mostra o traslado dos detidos para a prisão de segurança máxima construída por Bukele em Tecoluca, a 75 km de San Salvador, entre flashes de câmeras oficiais e um grande aparato de patrulhas.
"São as mesmas produções a que o governo de Bukele já nos acostumou, transformando em espetáculo midiático suas violações de direitos humanos", afirmou à AFP Juan Pappier, subdiretor para as Américas da Human Rights Watch (HRW).
Desde que assumiu o poder em 2019, Bukele, um publicitário hábil na gestão de imagem e redes sociais, comunica as ações de seu governo com golpes de efeito. E ainda mais desde sua reeleição há um ano, no auge de sua popularidade devido à "guerra" contra as gangues, que reduziu a violência a mínimos históricos.
"A encenação é a instalação do medo para dissuadir", afirmou à AFP Marta Lagos, diretora da Latinobarómetro, com sede no Chile.
Os detidos vestiam shorts, camisetas e meias brancas. Guardas os forçaram a se agachar e inclinar o torso para entrar na prisão.
Já no passado, muitos dos 15 mil membros da MS-13 e da gangue rival Barrio 18 presos na megaprisão foram exibidos da mesma forma, em visitas planejadas para a imprensa.
Para Ingrid Escobar, diretora da ONG Socorro Jurídico Humanitário, a encenação equivale a uma demonstração de poder. "Bukele se vendeu ao mundo como 'o salvador' do país, quer se mostrar como o homem forte capaz de receber os piores criminosos", comentou à AFP.
- "Grande amigo dos EUA" -
Para enviar a El Salvador aqueles que chamou de "inimigos estrangeiros", o presidente Donald Trump invocou uma lei de guerra de 1798, embora um juiz tenha bloqueado a deportação pouco antes.
Sarcástico, Bukele publicou no X um emoji de riso, acompanhado da frase: "ops... Tarde demais".
Receber supostos membros do Tren de Aragua serve para "se mostrar como um aliado próximo dos Estados Unidos e obter o reconhecimento de Trump", opinou o politólogo Napoleón Campos.
Ao anunciar a chegada dos detidos, Bukele escreveu no X: "Seguimos avançando na luta contra o crime organizado. Mas desta vez, além disso, estamos ajudando nossos aliados".
As imagens foram "tendência mundial nas redes sociais", afirmou o especialista em criminologia Ricardo Sosa. E mostraram que os Estados Unidos reconhecem "a efetividade e eficiência do 'método Bukele'".
Ao agradecer a Bukele, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o salvadorenho "não apenas é o líder mais forte em segurança" na região, mas também "um grande amigo dos Estados Unidos".
"Bukele busca a validação de seu método extraconstitucional", que outros governantes poderiam querer replicar "se for aprovado por Trump", considerou Lagos.
- "Guantánamo centro-americano" -
Bukele fez sua oferta surpresa de receber "criminosos perigosos" enviados pelos Estados Unidos quando, em fevereiro, recebeu Rubio em sua casa, à beira de um lago.
Pappier considera "vergonhoso" que Bukele atue como "carcereiro de Trump" e estabeleça "uma espécie de Guantánamo centro-americano".
"É uma violação dos direitos humanos. Estamos diante de um momento de projeção internacional do pior para El Salvador, cuja imagem foi reduzida a uma prisão", afirmou Campos.
O Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), construído para 40 mil detentos, é o símbolo da "guerra" de Bukele contra as gangues. Seus críticos afirmam que cerca de 8 mil inocentes estão entre os mais de 86 mil detidos desde 2022 sem mandado judicial, segundo organismos humanitários.
Segundo Campos, o que El Salvador e os Estados Unidos apresentam como "cooperação" é, na realidade, "uma compra de serviços carcerários".
Washington pagará 6 milhões de dólares (R$ 34,1 milhões) a El Salvador para manter cerca de 300 deportados encarcerados por um ano, uma "tarifa muito baixa" para os padrões americanos, disse Bukele. Mas isso ajudará a tornar "autossustentável" o sistema prisional salvadorenho, que custa cerca de 200 milhões de dólares anuais (R$ 1,13 bilhão), acrescentou.
"Qualquer país pode vir e dizer que quer fazer negócios com Bukele em relação às prisões. É um Estado carcerário", comentou Miguel Montenegro, presidente da ONG Comissão de Direitos Humanos de El Salvador (CDHES).
R.Braegger--VB