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MP sul-coreano acusa presidente Yoon de 'insurreição'
O Ministério Público da Coreia do Sul acusou, neste domingo (26), o presidente Yoon Suk Yeol de ser o "líder de uma insurreição" após sua tentativa fracassada de impor a lei marcial, e ordenaram que o dirigente afastado permanecesse detido.
Yoon mergulhou o país no caos político em 3 de dezembro ao impor uma lei marcial, medida que foi rapidamente revogada depois que os deputados conseguiram derrubar a iniciativa.
O líder foi imediatamente suspenso de suas funções e tornou-se o primeiro presidente sul-coreano a ser preso no exercício do cargo.
Os promotores declararam em comunicado que haviam "acusado Yoon Suk Yeol de prisão hoje [domingo] sob a acusação de ser o líder de uma insurreição".
Desde sua prisão, ele foi mantido em um centro de detenção em Seul. A acusação significa que ele permanecerá detido até seu julgamento, que deve ocorrer nos próximos seis meses.
"Depois de examinar minuciosamente as provas obtidas durante a investigação, os promotores concluíram que era completamente apropriado indiciar o réu", acrescentou o comunicado.
A necessidade de manter Yoon sob custódia é justificada pelo "risco contínuo de destruição de provas", afirmaram.
Yoon também enfrenta uma série de audiências perante o Tribunal Constitucional, que deve decidir se mantém ou não a moção de destituição aprovada pela Assembleia Nacional.
Caso o veredicto seja desfavorável a Yoon, ele seria formalmente destituído e eleições seriam convocadas em um prazo máximo de 60 dias.
B.Baumann--VB