-
Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro
-
Brasil gera 121,3 mil empregos formais em setembro
-
Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75%
-
Dólar recua após eleições nos EUA; Ibovespa sobe
-
Governo publica MP com alíquotas do Imposto Seletivo para 2027
-
SCANDIC FINANCE ने एलेक्स बोडी को समूह का उपाध्यक्ष नियुक्त किया
-
SCANDIC FINANCE แต่งตั้งอเล็กซ์ โบดี เป็นรองประธานกลุ่มบริษัท
-
SCANDIC FINANCE Grubu, Alex Bodi’yi başkan yardımcılığına atadı
-
Alex Bodi wiceprezesem grupy SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди е назначен за вицепрезидент на групата SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi a SCANDIC FINANCE vállalatcsoport új alelnöke
-
Ο Άλεξ Μπόντι νέος αντιπρόεδρος του ομίλου SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi byl jmenován viceprezidentem skupiny SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi utsedd till vicepresident för SCANDIC FINANCE-koncernen
-
تعيين أليكس بودي نائبًا لرئيس مجموعة SCANDIC FINANCE
-
SCANDIC FINANCEグループ、アレックス・ボディ氏を副社長に任命
-
SCANDIC FINANCE 그룹, 알렉스 보디 부사장 선임
-
亞歷克斯・博迪獲任命為 SCANDIC FINANCE 集團副總裁
-
Алекса Боді призначено віцепрезидентом групи SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди назначен вице-президентом группы SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi nomeado vice-presidente do grupo SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi, numit vicepreședinte al grupului SCANDIC FINANCE
ONU: mudança climática agrava situação 'infernal' dos refugiados
A mudança climática já obriga milhões de pessoas a abandonarem suas casas e agrava as condições "infernais" que os deslocados devem suportar, alertou a ONU nesta terça-feira.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) aproveita a celebração da reunião de cúpula climática COP29, em Baku, para recordar até que ponto o aumento das temperaturas e a multiplicação de fenômenos meteorológicos extremos afetam a vida dos refugiados e deslocados.
A agência exige investimentos mais significativos e eficazes para atenuar os efeitos e os riscos para esta população.
O clima e os conflitos se combinam para submeter pessoas já em perigo a situações ainda piores, como acontece no Sudão, Somália ou Mianmar, aponta um novo relatório do Acnur.
"Em nosso mundo em aquecimento, a seca, as inundações, o calor mortal e outros fenômenos meteorológicos criam situações de emergência com uma frequência alarmante", insiste o diretor do Acnur, Filippo Grandi, na introdução do relatório.
"As pessoas forçadas a fugir de suas casas estão na linha de frente da crise", acrescenta, ao destacar que 75% dos deslocados vivem em países que estão grave ou extremamente expostos aos riscos climáticos.
"À medida que a velocidade e a magnitude das mudanças climáticas aceleram, este número não vai parar de aumentar", prevê.
- 120 milhões -
Atualmente, um número recorde de 120 milhões de pessoas no mundo são deslocadas à força e, consequência da guerra, perseguição ou violência, a maioria dentro de seu próprio país, segundo os dados do Acnur atualizados em junho.
"A nível mundial, o número de pessoas deslocadas por conflitos dobrou nos últimos 10 anos", afirmou Andrew Harper, assessor especial do Acnur para a ação climática, em uma entrevista à AFP.
Ao mesmo tempo, os dados recentes do Centro de Controle de Deslocamentos Internos indicam que as catástrofes vinculadas às condições meteorológicas forçaram quase 220 milhões de pessoas a fugir de seu próprio país na última década.
Harper denuncia a flagrante escassez de fundos para apoiar aqueles que fogem e as comunidades que os abrigam. "Constatamos que, em geral, uma situação já infernal se torna ainda mais difícil".
A maioria dos locais onde os refugiados se estabelece fica em países de baixa renda, geralmente "no deserto, em áreas sujeitas a inundações, em lugares desprovidos da infraestrutura necessária para administrar os impactos cada vez maiores das mudanças climáticas", disse o assessor do Acnur.
- Calor perigoso -
E a situação vai piorar, alerta a agência da ONU. Segundo os cálculos do Acnur, o número de países em risco climático extremo vai subir de três atualmente para 65 até 2040, a grande maioria deles com populações deslocadas.
Em 2050, a maioria dos campos e instalações para refugiados estará submetida ao dobro de dias com temperaturas perigosamente elevadas que atualmente, aponta o relatório.
"É um perigo imediato para a saúde e a vida dos refugiados, mas também para a colheita e o gado", alerta Harper.
"Constatamos uma perda crescente de terras cultiváveis em lugares expostos a extremos climáticos, como Níger, Burkina Faso, Sudão, Afeganistão... Mas, ao mesmo tempo, assistimos a um aumento expressivo da população", explica.
O Acnur fez um apelo às delegações reunidas em Baku para que garantam que uma maior parte do financiamento internacional para a luta contra a mudança climática chegue aos refugiados e suas comunidades de acolhimento.
Atualmente, os Estados extremamente frágeis não recebem mais do que 2 dólares (11 reais) por pessoa de financiamento anual para a adaptação às mudanças climáticas, contra 161 dólares (926 reais) por pessoa nas nações menos expostas, destaca o Acnur.
"Se não investirmos na paz, se não investirmos na adaptação às mudanças climáticas nessas regiões, as pessoas se deslocarão", antecipa Harper. "É ilógico esperar que façam outra coisa", acrescenta.
K.Sutter--VB