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Tribunal emite veredicto dos acusados de roubar Kim Kardashian em Paris
Um tribunal francês emitirá seu veredicto nesta sexta-feira (23) no julgamento dos acusados de roubar a estrela de reality show americana Kim Kardashian sob a mira de uma arma em seu quarto de hotel em Paris em 2016.
O julgamento midiático pelo "roubo do século", como é conhecido na França o roubo das joias avaliadas em US$ 10 milhões (R$ 56,3 milhões na cotação atual), incluiu o depoimento da influente estrela. Esta semana, a Promotoria solicitou penas de até dez anos de prisão para alguns réus.
A defesa dos 10 acusados, apelidados de "avôs ladrões" pela mídia, solicitou que seus clientes não fossem para a prisão devido à idade avançada.
"Nessa idade, uma pena de prisão equivale a uma pena de prisão perpétua", argumentou.
Os réus tiveram uma última oportunidade de falar nesta sexta-feira de manhã antes do início das deliberações, e o tribunal deve divulgar seu veredicto à tarde.
"Peço desculpas. Estou sem palavras. Sinto muito", disse o principal réu, Aomar Ait Khedache, de 69 anos, em uma declaração lida por seu advogado, já que ele é completamente surdo e quase mudo.
A promotora pediu uma pena de 10 anos de prisão para Khedache, que ela considera o "mentor" da operação, pois foi ele quem "deu as ordens", "recrutou" e viajou para a Bélgica para revender as joias.
O principal réu, identificado por DNA, rapidamente admitiu seu envolvimento, mas nega ser o líder do grupo. Durante o julgamento, ele escreveu uma carta de desculpas para Kardashian.
A Promotoria pediu a mesma pena de 10 anos para outros três homens da "equipe" de assaltantes, entre eles Didier Dubreucq, de 69 anos, atualmente hospitalizado, e Yunice Abbas, de 71, que sofre da doença de Parkinson.
Kardashian, que usou sua notoriedade nas redes sociais para lançar vários negócios, contou que estava em seu quarto de hotel em 2016 quando um grupo de ladrões a ameaçou sob a mira de uma arma.
"Eu tinha certeza de que iria morrer naquela noite", disse a estrela de reality show durante o julgamento.
Durante seu depoimento, Kardashian disse que durante o assalto violento ela pensou que seria estuprada e morreria. Mas também declarou que perdoa os acusados.
"Eu o perdoo pelo que aconteceu, mas isso não muda o trauma e a maneira como minha vida mudou", disse Kim Kardashian em 13 de maio, após chorar ao ouvir o pedido de desculpas de Khedache.
F.Fehr--VB