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Julgamento de príncipe Harry contra tabloides é adiado
O início do julgamento do News Group Newspapers (NGN), do magnata australiano Rupert Murdoch, que o princípe Harry acusa de práticas ilegais de acesso à sua privacidade, foi adiado a pedido dos advogados do filho de Charles III.
O juiz atendeu ao pedido para adiar o início, pelo menos até a tarde, de um julgamento contra os tabloides que deveria começar pela manhã.
Os advogados de Harry solicitaram este adiamento para "continuar as conversas", sem fornecer mais detalhes.
A medida gerou especulações sobre um eventual acordo financeiro com o NGN, assim como centenas de denunciantes já fizeram anteriormente.
O príncipe de 40 anos acusa o grupo de práticas ilegais para acessar sua privacidade entre 1996 e 2011, o que a editora nega.
O filho mais novo do rei Charles III acusa, entre outras coisas, o News of the World, que parou de ser publicado em 2011, e o The Sun, de usar detetives para obter informações sobre sua vida privada.
O duque de Sussex, que vive na Califórnia há cinco anos e que citou o assédio da imprensa como um dos motivos da mudança, vai depor no Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e do País de Gales, em Londres.
- Demanda de dirigente trabalhista -
O processo contra o grupo editorial também tem como autor Tom Watson, que ocupou um alto cargo no Partido Trabalhista e agora faz parte da Câmara dos Lordes.
Ambos acusam os tabloides de usar técnicas ilegais de coleta de informações há mais de uma década, e que os executivos da NGN acobertaram o fato excluindo e-mails.
O príncipe Harry obteve uma grande vitória contra a imprensa sensacionalista em 2023 ao garantir a condenação do editor do Daily Mirror por reportagens escritas com informações obtidas em grampos telefônicos.
Quando testemunhou em 2023 contra o Mirror Group Newspapers, editor do Daily Mirror, tornou-se o primeiro membro da família real a depor em um julgamento em mais de cem anos.
O juiz Timothy Fancourt, que também está envolvido no caso NGN, decidiu a seu favor na época.
O caso, que começa nesta terça-feira em Londres, não diz respeito a grampos telefônicos, pois Fancourt considerou que o prazo para agir sobre esse ponto já se esgotou.
A imprensa britânica foi abalada no final dos anos 2000 pela revelação de vários escândalos de grampos telefônicos ilegais.
O grupo de Rupert Murdoch pediu desculpas pelas práticas ilegais no News of the World, que fechou às pressas em 2011, mas negou qualquer ação semelhante no The Sun e qualquer tentativa de encobrir o escândalo.
E.Burkhard--VB