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Forças do governo iemenita atacam houthis na costa do Mar Vermelho
As forças do governo iemenita, apoiadas por Riade, afirmaram neste sábado (12) que atacaram combatentes houthis, aliados do Irã, na estratégica cidade portuária de Moca, no Mar Vermelho, que caiu nas mãos dos rebeldes pró-Irã após uma ofensiva relâmpago.
Os combates, que começaram em setembro no oeste do Iêmen, deslocaram dezenas de milhares de pessoas. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) teme um aumento significativo no número de deslocados nos próximos dias.
Os houthis, que até então controlavam grande parte do norte do país, incluindo a capital, Saná, e Hodeida, no oeste, avançaram ao longo da costa em poucos dias e capturaram a cidade portuária de Moca na quinta-feira.
Posteriormente, assumiram o controle da costa e das ilhas do Mar Vermelho e consolidaram seu domínio no dia seguinte no estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa o tráfego marítimo de e para o Canal de Suez.
- Ataques aéreos sauditas -
"As forças armadas destruíram veículos e armas e eliminaram membros da milícia terrorista houthi, apoiada pelo Irã, perto do porto de Moca hoje", informou a agência de notícias oficial Saba.
Também atacaram os arredores da cidade e a estrada que leva a Dhubab, mais ao sul, acrescentou a agência, citando o porta-voz militar Majid al-Nazili.
As forças governamentais já haviam anunciado ataques aéreos na noite de sexta-feira, enquanto instavam os civis a evitarem certas estradas.
A Arábia Saudita também realizou ataques aéreos contra o aeroporto de Moca, de acordo com o canal de televisão Almasirah, controlado pelos houthis.
"Nas últimas 48 horas, aeronaves sauditas realizaram 129 ataques aéreos contra as províncias de Taiz, Hodeida, Marib, Al-Jawf, Saada, Amran e Hajjah", acrescentou o porta-voz houthi, Yahya Saree, neste sábado.
Os houthis, que anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita em julho e atacaram seus petroleiros, lançaram uma grande ofensiva contra o reino esta semana.
A Defesa Civil saudita informou, na noite deste sábado, que duas pessoas ficaram feridas no sul do país por um projétil disparado pelos houthis.
Após anos de relativa calma graças a uma trégua entre o governo e os houthis, o Iêmen mergulhou novamente na guerra em julho, em meio ao conflito entre o Irã e os Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que os houthis, que foram alvos de ataques aéreos americanos em 2025 por atacarem navios mercantes no Estreito de Bab el-Mandeb em apoio ao Hamas em sua guerra contra Israel, pediram que ele não interviesse na guerra no Iêmen.
Segundo o site de notícias americano Axios, o príncipe herdeiro e governante de fato da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, telefonou para Trump duas vezes na quinta-feira para pedir que ele atacasse os combatentes iemenitas, mas seu pedido foi rejeitado.
A escalada da guerra no Iêmen na semana passada deixou centenas de mortos em ambos os lados, na sua maioria combatentes, mas também alguns civis.
P.Staeheli--VB