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Influência de Trump volta a ser posta à prova nas primárias republicanas
Dois segundos turnos nas primárias do Partido Republicano, realizados nesta terça-feira (25), porão à prova o apoio do presidente Donald Trump nestas votações, depois que vários de seus indicados sofreram derrotas recentemente.
As primárias são realizadas em um momento em que a posição política do próprio Trump se deteriorou, com pesquisas de opinião situando seu índice de aprovação em mínimos históricos.
Dez candidatos apoiados por Trump foram derrotados em disputas republicanas neste ciclo — seis apenas em agosto —, igualando o total combinado das primárias de 2018, 2020 e 2024, segundo a CNN.
Sensível às sugestões de que sua influência está minguando, Trump insistiu no domingo nas redes sociais que seus apoios são "mais fortes que nunca".
- Duas eleições à prova -
A prova mais difícil será na Carolina do Sul, reduto republicano onde a senadora Darline Graham, apoiada por Trump, enfrenta o congressista Ralph Norman em segundo turno na disputa pelo assento ocupado durante 23 anos por seu irmão, Lindsey, falecido em julho.
Graham, uma novata na política nomeada para completar o mandato de seu irmão, liderou o primeiro turno há duas semanas com cerca de 33% dos votos, frente a 25% para Norman, mas não conseguiu a maioria necessária para evitar o segundo turno.
Desde então, sua campanha enfrentou tropeços.
Para apoiá-la, Trump viajou para a Carolina do Sul para fazer campanha por ela e e organizou um comício telefônico a seu favor na véspera da votação.
A influência de Trump também será posta à prova em Oklahoma, outro reduto republicano. Seu candidato favorito, Mike Mazzei, enfrenta o procurador-geral do estado, Gentner Drummond, pela indicação do partido ao governo estadual.
Drummond terminou levemente à frente de Mazzei no primeiro turno, em junho. Ambos tiveram cerca de um quarto dos votos. Desde então, foram gastos mais de 9 milhões de dólares (R$ 46 milhões) no segundo turno, segundo veículos de comunicação americanos.
Trump atacou reiteradamente Drummond como um "republicano falso", em parte porque o procurador-geral se opôs a uma proposta para construir uma fundição de alumínio de 4 bilhões de dólares (R$ 20,5 bilhões) apoiada pelo presidente, alegando que o projeto poderia prejudicar terras e comunidades locais.
Vitórias em qualquer um dos dois estados ajudariam Trump, afetado pelos recentes reveses em Wyoming, Minnesota e Tennessee, entre outros.
Mas uma dupla derrota faria aumentar as dúvidas sobre se os eleitores republicanos estão dispostos a seguir suas indicações quando o próprio Trump não está na cédula.
T.Zimmermann--VB