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Emissários americanos chegam ao Catar para discussões com mediadores sobre o Irã
Os enviados do presidente americano Donald Trump chegaram nesta terça-feira (30) a Doha para conversar com os mediadores sobre o conflito com o Irã, mas sem negociações diretas com representantes de Teerã, informou o governo do Catar.
"O senhor Steve Witkoff e o senhor Jared Kushner estão aqui em Doha para se reunir com os mediadores, com autoridades cataris, e as conversações abordarão todos os temas regionais, incluindo, é claro, as negociações com o Irã, mas também incluindo o Líbano", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari.
"Eles não estão aqui para as negociações com os iranianos", explicou o porta-voz.
"Até onde sei, não há reuniões diretas programadas entre as duas partes nos próximos dias", declarou Al Ansari, que acrescentou que a delegação americana se reunirá com os mediadores nas negociações com o Irã.
Um funcionário de alto escalão do governo dos Estados Unidos afirmou que os dois países decidiram interromper os ataques, executados no fim de semana apesar da assinatura, em 17 de junho, de um protocolo de acordo para acabar com o conflito no Oriente Médio.
Trump afirmou na segunda-feira que o Irã "pediu uma reunião" e que o encontro aconteceria nesta terça-feira em Doha.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a reunião em um primeiro momento, mas na segunda-feira confirmou o envio de uma "delegação de especialistas" a Doha para discutir a implementação das cláusulas do protocolo de acordo.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, explicou que os países ainda não estão na etapa de negociação de um acordo definitivo e que Teerã não participará nos próximos dias de "nenhuma reunião de negociação com a parte americana em nenhum nível".
A tensão entre Washington e Teerã envolve sobretudo a gestão do estratégico Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% dos hidrocarbonetos consumidos no planeta.
A rota marítima foi reaberta na semana passada, depois de permanecer bloqueada pelo Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica.
Washington acusou Teerã de ter atacado dois navios na semana passada e bombardeou a República Islâmica na sexta-feira. O governo iraniano respondeu com ataques contra posições americanas na região do Golfo.
As hostilidades, que se prolongaram até domingo, colocaram em risco o memorando de acordo assinado em 17 de junho para acabar com a guerra no Oriente Médio.
burx-hme/gkg/mas/dbh/pb/fp-jc
A.Kunz--VB