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Comunidade internacional promete US$ 1,8 bilhão em ajuda para Sudão
A comunidade internacional prometeu, nesta quarta-feira (15), arrecadar cerca de 1,5 bilhão de euros (US$ 1,8 bilhão ou R$ 7,5 bilhões) em ajuda humanitária para o Sudão, que entra no quarto ano de uma guerra que mergulhou a maior parte da população na miséria.
A guerra no Sudão é um "pesadelo" que deve "acabar", declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, por ocasião de uma conferência internacional de doadores.
Iniciada em abril de 2023, a guerra entre o exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR) deixou dezenas de milhares de mortos, deslocou mais de 11 milhões de pessoas e mergulhou várias regiões na fome e na miséria extrema.
"Hoje completam-se três anos desde que começou a guerra no Sudão. Trata-se de um trágico marco em um conflito que destruiu um país com um enorme potencial e provocou a maior crise humanitária do mundo", declarou Guterres.
"As consequências não se limitam ao Sudão. Estão desestabilizando uma região mais ampla (...) Este pesadelo precisa acabar", acrescentou, em uma mensagem de vídeo dirigida aos participantes da conferência em Berlim.
O chefe da ONU instou as partes beligerantes a "cessar imediatamente as hostilidades" e a comunidade internacional a "se mobilizar" para prestar ajuda humanitária, "ainda mais insuficiente" este ano do que em 2025.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, viu no montante prometido pelos doadores um "sinal positivo" em um contexto de recuo da ajuda humanitária mundial.
Mas, para o secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, é preciso "de 2,2 bilhões de dólares" (R$ 11 bilhões) para este ano.
A conferência em Berlim reuniu governos, agências humanitárias e organizações da sociedade civil, mas sem a participação das duas partes beligerantes.
L.Wyss--VB