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Equador pede a Paraguai que classifique grupos do narcotráfico como terroristas
O Equador pediu, nesta terça-feira (14), ao Paraguai que declare como terroristas cinco organizações de narcotráfico equatorianas que têm vínculos com cartéis internacionais, no contexto de sua guerra contra o crime organizado apoiada pelos Estados Unidos.
A proposta do governo do presidente Daniel Noboa foi apresentada durante uma visita a Quito do chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, que antecede a viagem do presidente paraguaio, Santiago Peña, ao Equador na segunda quinzena de julho.
Em uma declaração conjunta de Ramírez e sua homóloga equatoriana, Gabriela Sommerfeld, Quito expressou a Assunção seu pedido para que designe em curto prazo como terroristas gangues como Los Choneros e Los Lobos, que têm operações transnacionais. Washington já classificou esses dois grupos criminosos dessa maneira.
No poder desde 2023, Noboa mantém uma guerra contra muitos grupos do tráfico de drogas que, em sua disputa pelo controle do mercado, transformaram o país em um dos mais violentos da América Latina, com 54 assassinatos para cada 100.000 habitantes em 2025, o equivalente a um por hora, segundo dados oficiais.
Cerca de 70% da cocaína de Colômbia e Peru, os principais produtores mundiais dessa droga, transita pelo Equador.
Diante da crise de segurança, Noboa declarou em 2024 que seu país está em conflito armado interno, a fim de colocar militares nas ruas.
Ramírez e Sommerfeld buscam impulsionar a cooperação jurídica para o combate ao crime organizado. Os dois países negociarão um tratado de extradição.
"Também falamos de outros temas de segurança", disse a ministra equatoriana. "Temos observado novos desafios que se apresentam neste momento no plano global, como a cibercriminalidade", acrescentou.
O chanceler paraguaio declarou que estão "trabalhando nos desafios" que representam para a segurança crimes como o tráfico de drogas e de pessoas, e a lavagem de dinheiro.
A.Ruegg--VB