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Chanceler russo denuncia em Pequim os 'jogos muito perigosos' dos EUA e seus aliados na Ásia
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, denunciou nesta terça-feira (14) os "jogos muito perigosos" que os Estados Unidos e seus aliados praticam na Ásia, acusando-os de fomentar tensões e tentar "conter" a influência de Pequim e Moscou.
China e Rússia são importantes parceiros econômicos e diplomáticos. Sua relação, forjada na rivalidade mútua com Washington, se fortaleceu desde a invasão da Ucrânia pelas tropas de Moscou em 2022.
Recebido com honras, Serguei Lavrov chegou a Pequim nesta terça-feira para uma visita de dois dias, durante a qual as duas potências "coordenarão" questões internacionais, segundo a diplomacia chinesa.
"Em relação à parte oriental do continente eurasiático, jogos muito, muito perigosos estão sendo praticados", declarou Lavrov durante uma reunião em Pequim com seu homólogo chinês, Wang Yi, segundo a agência de notícias russa Tass.
"Seja a questão de Taiwan, do Mar da China Meridional ou da península coreana, as tensões têm aumentado em uma região que, por muitos anos, foi uma área de cooperação e boa vizinhança", enfatizou.
A China considera Taiwan parte de seu território e se opõe firmemente à venda de armas dos Estados Unidos para a ilha, o que, segundo Pequim, mina sua soberania.
As relações entre China e Japão, um aliado próximo de Washington, também se deterioraram no último outono (primavera no Brasil), depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu que seu país poderia intervir militarmente caso a China atacasse Taiwan.
Por outro lado, no Mar da China Meridional, China e as Filipinas, que mantêm laços militares estreitos com os Estados Unidos, disputam vários ilhéus.
H.Gerber--VB