-
Trump debocha de Macron em almoço privado
-
Trump afirma que objetivos dos EUA contra o Irã estão 'quase cumpridos'
-
Republicanos anunciam acordo que deve encerrar caos em aeroportos dos EUA
-
Quatro astronautas partem em histórica viagem da Nasa à Lua
-
Giráldez, técnico mais jovem de LaLiga, renova com Celta de Vigo
-
Homem é preso nos EUA por ameaçar Trump de morte
-
Bolívia e DEA retomam investigações conjuntas sobre narcotráfico após 18 anos
-
Irã descreve ataques dos EUA a infraestrutura elétrica como 'crime de guerra'
-
Bayern e Arsenal avançam às semifinais da Champions feminina
-
Astros do futebol apaixonados pelo xadrez impulsionam popularidade do jogo milenar
-
Últimos ingressos para Copa do Mundo de 2026 são colocados à venda
-
Mario Götze, herói alemão da Copa do Mundo de 2014, renova com Eintracht Frankfurt
-
Kast se reunirá com Milei na Argentina em 1ª viagem como presidente do Chile
-
Rapper Megan Thee Stallion passa mal durante show na Broadway
-
Astronautas embarcam em foguete para histórico lançamento lunar da Artemis II
-
EUA suspende as sanções contra a presidente interina da Venezuela
-
Trump explicará aos americanos como pensa tirar EUA da guerra com Irã
-
SpaceX prepara sua entrada na Bolsa
-
Defesa do Canadá e do Ártico entra em nova fase, diz chefe do Estado-Maior
-
Prestianni diz ter sido punido 'sem provas' por incidente com Vinícius Jr
-
FBI visita Cuba para investigar incidente envolvendo lancha armada dos EUA
-
França toma liderança da Espanha no ranking da Fifa; Brasil é sexto
-
Apesar da guerra na região, Iraque comemora euforicamente classificação para Copa do Mundo
-
Pelo menos cinco mortos na Ucrânia em ataques russos com drones
-
Ministro do Esporte da Itália pede renúncia do presidente da federação
-
Donnarumma quer 'devolver a Itália ao lugar que merece'
-
Capacete de Senna de 'um milhão de dólares' é comprado no GP do Japão
-
Cisjordânia registra greves contra lei israelense de pena de morte para palestinos
-
Adolescentes armados com metralhadoras espalham medo nas ruas de Teerã
-
Missão Artemis II que levará astronautas à Lua está pronta para lançamento
-
Suprema Corte dos EUA examina direito à cidadania por nascimento
-
Espanha investiga gritos islamofóbicos durante amistoso contra Egito
-
Chocolate e sal, uma combinação surpreendente
-
Mulheres russas rejeitam planos de terapia para incentivá-las a ter filhos
-
Greenpeace acusa empresas de petróleo de obterem 'lucros de guerra' no Oriente Médio
-
Paquistão anuncia negociações com o Afeganistão na China
-
Lei que permite guarda compartilhada em caso de divórcio entra em vigor no Japão
-
Táxis-robôs param na China por aparente 'falha técnica', diz polícia
-
Israel ataca a capital do Irã; Trump prepara discurso sobre a guerra
-
Chefe de inteligência da Colômbia deixa o cargo após escândalo por vazamento de informação para guerrilha
-
Iraque vence Bolívia (2-1) e é a última seleção classificada para a Copa de 2026
-
México brilha por 45 minutos contra Bélgica (1-1) e se reconcilia com torcida às vésperas da Copa
-
Rubio diz que EUA terá que 'reavaliar' relação com Otan
-
Brasil vence Croácia (3-1) em amistoso preparatório para Copa de 2026
-
Argentina goleia Zâmbia (5-0) em amistoso preparatório para Copa do Mundo de 2026
-
OpenAI capta US$ 122 bilhões em rodada de financiamento
-
Portugal vence EUA (2-0) em amistoso em Atlanta
-
Assassinato de Charlie Kirk: análise balística é inconclusiva, diz defesa
-
RD Congo vence Jamaica na prorrogação (1-0) e vai à Copa de 2026
-
Juiz determina paralisação de obras de salão de baile na Casa Branca
Lara, vice-presidente da Bolívia, ataca o governo
A partir de seu perfil no TikTok, ele questiona e ataca: o vice-presidente da Bolívia, o ex-capitão de polícia Edmand Lara, se tornou o opositor mais feroz do mandatário Rodrigo Paz, no início do governo de centro-direita.
Lara, de 40 anos, é o último dos vices latino-americanos que desafia abertamente o seu companheiro de gestão.
Assumiu o cargo em 8 de novembro junto com Paz, a quem ajudou a vencer a eleição ao captar o voto dos setores mais populares. Antes de entrar no poder, já era um influenciador histriônico conhecido por denunciar casos de corrupção.
Nos primeiros dias de governo, as tensões entre ambos vieram a público quando o vice denunciou em suas redes sociais que estava sendo deixado de fora da cúpula de comando.
Desde então, chamou o presidente de "mentiroso" e "cínico".
"Hoje em dia, Rodrigo Paz está governando para os que mais têm (...). Não posso fazer nada porque me encurralaram", disse em um vídeo publicado na terça-feira (16).
Seus comentários reverberam dentro do governo, pressionado a apresentar soluções urgentes para a pior crise do país em quatro décadas.
"É um vice-presidente anedótico, mas também é um sério risco para a governabilidade no médio e longo prazo", disse Franco Gamboa, sociólogo boliviano, à AFP.
- "Uma traição" -
Paz, por enquanto, mantém a calma. Se pronunciou apenas uma vez sobre seu companheiro: "As portas sempre estão abertas ao diálogo (...), mas eu não falo pelo TikTok ".
Lara já não tem cota de poder no governo. Seu único homem de confiança no alto escalão, um ministro da Justiça, foi destituído por não declarar uma condenação por corrupção.
"Para nós é uma traição", disse o deputado Daniel Fernández, um dos fiéis do ex-capitão, à AFP. "Não tem nenhum ministério (...). Os anteriores (políticos) que fizeram tanto mal estão comandando o país", comenta.
O conflito não é de ideias. O deputado explica que Lara "tem a ideologia de Bukele e Milei", os presidentes de El Salvador e da Argentina, a quem não considera de extrema direita.
Está "no meio", diz, como Paz. No Congresso, as bancadas de ambos mantêm uma relação cordial.
O governo não respondeu à AFP sobre o estado de suas relações com Lara. Seu confronto com Rodrigo Paz é direto.
Nos últimos dias, o ex-policial deu ordens, por redes sociais, ao comandante das forças armadas, quando o comandante máximo militar é o presidente.
Também chamou de "comissão da mentira" uma instância criada por Paz para investigar fatos de corrupção no setor de hidrocarbonetos durante os 20 anos de governos socialistas que o antecederam.
"Se autointerpreta (...) como uma pessoa que é capaz de substituir, ofuscar e até mesmo ir além do presidente", comenta Gamboa.
Seus impulsos de espontaneidade, realizados quando era apenas criador de conteúdo, agora afetam sua popularidade. Segundo o sociólogo, Lara "vai enfraquecer e se desgastar por si mesmo".
Uma recente pesquisa da Ipsos-Ciesmori, realizada nas quatro principais cidades do país, indica que a gestão de Lara tem uma rejeição de 54% e uma aprovação de 32%.
O mandatário Paz, por sua vez, conta com o respaldo de 65% dos consultados.
- Sombra na região -
Os vices incômodos sempre fizeram parte do panorama político da América Latina.
Casos recentes são o de Verónica Abad, que perdeu o cargo no Equador em meio a disputas com o presidente Daniel Noboa; o de Cristina Fernández da Argentina, que criticou abertamente Alberto Fernández; ou o de Dina Boluarte no Peru, que substituiu Pedro Castillo.
"As constituições na América Latina não mostram saídas institucionais específicas. Os presidentes são obrigados a negociar politicamente quando têm conflitos com seus vice-presidentes para evitar o desastre", diz Gamboa.
No caso da Bolívia, Paz deve resolver imediatamente suas diferenças frente a frente com Lara, acrescenta o especialista.
"Do contrário, isto poderia transbordar", agrega, pois uma crise dentro do governo pode gerar tanta instabilidade como uma convulsão social.
M.Schneider--VB