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Trump assinará decreto para estabelecer inglês como idioma oficial dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinará um decreto para estabelecer o inglês como o idioma oficial dos Estados Unidos, com objetivo de "promover a unidade" no país, segundo um documento fornecido por um funcionário da Casa Branca nesta sexta-feira (28).
"Já era hora de o inglês ser reconhecido como o idioma oficial dos Estados Unidos", declarou o funcionário de alto escalão.
O texto revoga outro decreto de 2000, assinado pelo ex-presidente democrata Bill Clinton, que pretendia melhorar o acesso aos serviços públicos das "pessoas com um domínio limitado do inglês".
"Com este decreto, o presidente Trump reafirma que um idioma comum promove a coesão nacional, ajuda os recém-chegados a participar da vida e das tradições da comunidade e enriquece nossa cultura compartilhada", disse o funcionário da Casa Branca.
Este é o segundo golpe contra o espanhol desde que magnata republicano retornou ao poder em 20 de janeiro. Seu governo já fechou o site da Casa Branca no idioma, uma medida que ele tomou no início de seu primeiro mandato em 2017, quando encerrou as contas governamentais em espanhol nas redes sociais.
Atualmente, há mais de 43 milhões de pessoas nativas no espanhol nos EUA, um número que sobe para 57 milhões se aqueles com conhecimento limitado na língua forem levados em consideração, informou o think tank The Hispanic Council em abril de 2024.
Estes dados foram consultados por políticos durante a campanha eleitoral, na qual veicularam anúncios neste idioma. Uma medida utilizada pelo próprio Trump, que foi apoiado por alguns eleitores latinos, especialmente homens.
No último século, vários projetos de lei fracassaram no Congresso em sua tentativa de declarar o inglês como idioma oficial.
Assim que entrou na arena política em 2015, Trump falou sobre a importância do inglês para a sociedade americana, especialmente no contexto da migração.
"Somos um país de língua inglesa, não um país de língua espanhola", afirmou o magnata naquele ano durante um debate das primárias presidenciais republicanas.
H.Weber--VB