Volkswacht Bodensee - Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Estreito de Ormuz em sete dias

Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Estreito de Ormuz em sete dias
Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Estreito de Ormuz em sete dias / foto: © AFP

Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Estreito de Ormuz em sete dias

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou, nesta sexta-feira (25), que seu país apresentou aos Estados Unidos um plano para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação marítima em um prazo de sete dias.

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Na terça-feira, Arahgchi teve uma reunião com o enviado americano Steve Witkoff, e anteriormente tinha exposto as condições para pôr fim à guerra e reabrir essa estratégica rota para o transporte de hidrocarbonetos.

"O Irã transmitiu aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias. Se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto e o trânsito marítimo habitual restabelecido em sete dias", declarou na sede da ONU em Nova York.

"A decisão agora cabe aos Estados Unidos. O Irã não admite coerção, ameaças ou intimidação. O Irã não abrirá mão de seus direitos soberanos por pressões", enfatizou.

Informes de imprensa destacam que o novo plano contempla a cessação de todas as hostilidades no Oriente Médio durante sete dias, inclusive o Líbano.

Segundo esses informes, também está prevista a liberação de ativos iranianos congelados, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares (R$ 62 bilhões), assim como a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o Irã.

No sétimo dia da trégua, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz.

Em uma entrevista exclusiva à AFP na terça-feira, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, também mencionou o fim das hostilidades no Iêmen entre as condições iranianas.

O presidente americana, Donald Trump, e seu par iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram em junho um protocolo de acordo destinado a pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, abrir negociações sobre o delicado capítulo do programa nuclear iraniano.

Mas o texto foi alvo de diferentes interpretações por ambas as partes, pelo que foram retomadas as hostilidades no Estreito de Ormuz.

O Irã exige que os navios que desejarem cruzá-lo obtenham uma autorização, alegando razões de segurança e soberania.

Os navios que não acatam esta exigência são atacados regularmente, enquanto os Estados Unidos bombardeiam esporadicamente a costa iraniana.

Pezeshkian disse no X, nesta sexta-feira, que seu país quer voltar ao memorando de entendimento alcançado em junho, dias depois de dizer durante a Assembleia da ONU que seu país não se dobraria a Washington.

C.Bruderer--VB