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Hamas e Israel anunciam nova troca de corpos de reféns por prisioneiros
O Hamas e Israel anunciaram separadamente, nesta quarta-feira (26), que trocariam os corpos de quatro reféns israelenses por mais de 600 prisioneiros palestinos na quinta-feira, completando a fase inicial de seu frágil acordo de trégua em Gaza.
"Os mediadores informaram o Hamas que a troca (de reféns por prisioneiros) ocorrerá na quinta-feira", disse uma autoridade do movimento islamista palestino à AFP.
Acrescentou que "o Hamas e outras facções da resistência entregarão os corpos de quatro reféns israelenses e, em troca, Israel libertará mais de 600 detidos palestinos".
Outro membro do movimento afirmou que a troca ocorreria simultaneamente.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo de troca para quinta-feira.
Em Israel, milhares de pessoas se reuniram na beira da estrada para acompanhar o cortejo fúnebre da refém israelense de origem argentina Shiri Bibas e seus dois filhos, que morreram em cativeiro em Gaza e se tornaram símbolos da tragédia dos reféns no país.
A trégua encerrou em grande parte a guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada pelos ataques de 7 de outubro de 2023 em território israelense, e até agora levou à libertação de 25 reféns vivos em troca de mais de 1.100 prisioneiros palestinos.
Em Washington, o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse que representantes israelenses estavam a caminho para participar das negociações sobre a próxima fase do acordo de trégua.
"Estamos fazendo muito progresso. Israel está enviando uma equipe agora", disse Witkoff em um evento do Comitê Judaico Americano.
Ele disse que "as negociações serão retomadas com os egípcios e os cataris em Doha ou no Cairo".
Israel ainda não confirmou se enviará uma delegação para discutir a segunda fase do cessar-fogo.
- Trégua frágil -
O Hamas disse que estava disposto a libertar os reféns restantes "de uma vez" na segunda fase.
No domingo, o grupo acusou Israel de colocar em risco a trégua de Gaza ao adiar a libertação de mais de 600 prisioneiros palestinos.
Israel atrasou a entrega após se opor à forma como os reféns foram libertados, o que Netanyahu chamou de "cerimônias humilhantes".
O Parlamento israelense realizou um minuto de silêncio nesta quarta-feira em homenagem aos três membros da família Bibas, assim como a outras vítimas do ataque de 7 de outubro contra Israel.
Desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 19 de janeiro, o Hamas libertou reféns em cerimônias públicas em Gaza, onde combatentes armados e mascarados escoltaram os prisioneiros até os palcos diante de um grande público.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu a todas as partes que conduzissem as trocas "de maneira digna e privada".
Ambos os lados se acusam de violar a trégua, mas até agora ela tem se mantido.
Israel prometeu destruir o Hamas depois que os ataques de 7 de outubro, os mais mortais em seu território, desencadearam a guerra em Gaza, com mais de 1.200 mortos, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em números oficiais.
A resposta israelense em Gaza custou a vida de mais de 48.000 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas. A ONU considera esses dados confiáveis.
A.Zbinden--VB