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Colômbia sugere à Venezuela colaboração no enfrentamento ao ELN
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugeriu neste sábado à Venezuela uma colaboração no enfrentamento ao Exército de Libertação Nacional (ELN), que realizou na fronteira um massacre sem precedentes em mais de uma década.
Petro reagiu a um comunicado do ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, que expressou vontade de "colaborar" com o país vizinho para “consolidar a paz”. “Basta apenas irmos juntos para a prática", publicou Petro, na rede social X.
Padrino disse hoje que a Venezuela está disposta a ajudar a Colômbia “aumentando os níveis de comunicação” entre os dois países. Ele negou que seu país sirva de “plataforma” para grupos armados, como suspeitam há anos os órgãos de inteligência colombianos e como afirma a oposição.
Algumas pessoas que abandonaram suas casas por medo na região colombiana de Catatumbo cruzaram para o território venezuelano, onde o governo de Nicolás Maduro ativou um plano de assistência.
Padrino se reuniu ontem na fronteira com o colega colombiano, Iván Velásquez. Os ministros buscaram saídas para a crise humanitária causada na Colômbia pelo ataque em Catatumbo, um reduto para o narcotráfico.
ONGs afirmam que o ELN atua com o consentimento do chavismo, o que Padrino nega. Ele afirmou que a Venezuela mobilizou soldados na fronteira e não permitirá "a ação de nenhum tipo de grupo armado”.
Do lado colombiano, o Exército anunciou ontem o início de uma ofensiva para retomar o controle da região de Catatumbo. Um total de 104 dissidentes da extinta guerrilha das Farc entregaram suas armas.
Os dissidentes da guerrilha que assinou a paz em 2016 são alvo, desde o último dia 16, de um ataque do ELN. As duas organizações disputam negócios ilegais, como o narcotráfico e a mineração de carvão na região de Catatumbo.
O ELN busca acabar com a Frente 33 das dissidências das Farc, que passaram de aliados a inimigos. Com 60 anos de história, o ELN possui uma força militar muito superior à das dissidências. Essa guerrilha de extrema esquerda também domina territórios no lado venezuelano da fronteira.
R.Fischer--VB